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em 2018

Casos de 'tipo grave' de malária não são registrados em Manaus

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Foto: Divulgação

Manaus/AM - A capital amazonense não registrou, em 2018, a transmissão local de casos de malária provocados pelo parasita Plasmodium falciparum, que é o mais agressivo agente causador da doença. Em 2010, o número de casos chegou a 578. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

O secretário da Semsa, Marcelo Magaldi, explica que o Plasmodium falciparum é uma das espécies de protozoário transmitido ao homem pela picada de mosquitos do gênero Anopheles, ocasionando a malária. “O falciparum caracteriza a forma mais grave da malária e é o principal responsável por mortes pela doença. Para o controle da transmissão, a prefeitura executou uma série de medidas e, em 2015, implementou uma nova estratégia de vigilância, prevendo o reforço na execução de ações de forma imediata e simultânea em casos de diagnósticos positivos, da investigação epidemiológica e tratamento do paciente, busca ativa de casos e controle do mosquito transmissor”, destacou.

O chefe do Núcleo de Controle da Malária da Semsa, João Altecir Nepomuceno da Silva, esclarece que, ao contrário dos outros tipos de malária, é possível fazer um controle maior do Falciparum porque o paciente começa a transmitir essa forma específica da doença apenas a partir do quinto dia após o início dos sintomas, período em que é possível executar as ações de vigilância.

Segundo João Altecir, Manaus notificou, no ano passado, 118 pacientes que apresentaram o Plasmodium falciparum, mas todos foram casos “importados”, já que os pacientes eram de outros Estados ou municípios que chegaram a Manaus com a doença, principalmente do município de São Gabriel da Cachoeira e da Venezuela.

“Cada caso importado pode gerar surtos da forma grave da malária em toda uma comunidade. Porém, as equipes de vigilância atuam em todos os casos diagnosticados, principalmente no que se refere ao diagnóstico precoce e controle do mosquito, evitando a transmissão local da doença”, destaca João Altecir, lembrando ainda que casos da forma grave de malária estão reduzindo a cada ano. Em 2014, foram 140 casos. No ano de 2015, foram registrados 23 casos; e em 2016 apenas três casos.

“O último surto foi em 2017, na comunidade Jacamim, no rio Tarumã, originado com um paciente que chegou do Estado do Acre. Ele iniciou o tratamento no Acre, mas não concluiu. Com isso, chegou a Manaus sem sintomas, mas transmitindo a doença, e por isso a vigilância não conseguiu detectar a tempo de evitar o surto. A situação originou 24 casos locais peloplasmodium falciparum, representando uma incidência de 0,2%. A meta da Semsa é manter a incidência anual de menos de 1%”, explica João Altecir.

Casos

Em 2018, Manaus registrou 8.313 casos de malária, todas pelo Plasmodium vivax, que é o tipo mais comum da doença, resultando em uma redução de 20,9% em comparação com 2017. A Semsa realizou no ano passado 140 mil exames para malária, sendo que 90 mil foram feitos por meio do trabalho de busca ativa de casa em casa.

“O trabalho de vigilância é realizado em todos os casos de malária, mas no que se refere ao falciparum existe sempre uma atenção maior para evitar a disseminação da forma mais grave da doença. Em cada caso é preciso agir de forma imediata, tanto para tratar o paciente quanto para controlar a proliferação do mosquito”, destaca João Altecir.

Sintomas

Os principais sintomas da malária são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Também podem ocorrer náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

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