O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sinalizou nesta terça-feira (25) que o seu governo está aberto a progredir com uma proposta de acordo de paz articulada pelos Estados Unidos. Em um discurso à chamada Coalizão dos Dispostos, que congrega aliados europeus, Zelensky expressou prontidão para debater os aspectos cruciais da iniciativa com o presidente americano, Donald Trump, e o grupo de apoio.
Além de manifestar essa abertura diplomática, o líder ucraniano instou os parceiros a desenvolverem um plano para o envio de uma "força de apoio" e a manterem o suporte contínuo a Kiev até que Moscou demonstre um compromisso genuíno com o fim do conflito. A reunião de cúpula com os aliados resultou em importantes declarações de suporte e promessas de assistência.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os membros da União Europeia irão buscar uma maneira de utilizar os ativos russos congelados no bloco para financiar a Ucrânia. Macron enfatizou a necessidade de uma "paz séria, que respeite o direito internacional" e anunciou a criação de um grupo de trabalho, liderado pela França e Reino Unido e apoiado por Turquia e EUA, para estruturar as futuras garantias de segurança da Ucrânia. Paralelamente, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou o envio de mísseis de defesa aérea adicionais a Kiev nas próximas semanas.
Em Washington, o presidente Donald Trump reagiu com otimismo às movimentações de Zelensky. Questionado sobre o possível acordo durante uma cerimônia na Casa Branca, Trump demonstrou confiança no avanço das negociações. "Acho que estamos muito perto de um acordo sobre a Ucrânia", declarou o líder americano.

