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Turistas confinados após ataque na Notre Dame são liberados

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PARIS — A polícia de Paris acaba de informar pelo Twitter que os turistas que ficaram confinados na Catedral de Notre Dame, no coração da capital francesa, estão sendo “progressivamente autorizados a sair após verificações de rotina”. De acordo com a diocese de Paris, cerca de 900 pessoas ficaram presas dentro da igreja após um homem atacar um policial com um martelo, antes de ser baleado no peito.

O incidente aconteceu às 16h15 desta terça-feira, pelo horário local. De acordo com a polícia um homem que ainda não teve a identidade divulgada atacou um policial com um martelo, e um segundo agente de segurança reagiu à agressão, disparando contra o peito do agressor. A área no entorno da catedral foi isolada, e a seção antiterrorismo da promotoria de Paris foi acionada, apesar de as motivações do crime ainda serem desconhecidas.

Uma testemunha relatou à AFP ter ouvido "um grito muito forte" e visto "uma confusão entre a multidão". "As pessoas entram em pânico, ouvi tiros e vi um homem deitado no chão, com sangue para todos os lados", afirmou

Segundo o jornal "Le Figaro", a Brigada de Busca e Intervenção foi enviada ao local para encontrar um possível cúmplice do crime. Cerca de uma hora depois do incidente, a polícia informou que a situação estava sob controle, mas com “um policial ferido, o agressor neutralizado e encaminhado para um hospital”.

Pelo Twitter, Matthew CurrieHolmes publicou uma foto das pessoas confinadas na catedral, e relatou a situação. Os visitantes tiveram que ficar com as mãos para cima, depois todos foram enfileirados e revistados, antes de serem liberados.

“Apesar da situação, os padres e a polícia foram fantásticos. Muito educados e calmos”, escreveu CurrieHolmes.

A Catedral de Notre Dame é ponto turístico obrigatório para quem visita Paris. No coração do centro turístico, o monumento recebe cerca de 13 milhões de visitantes por ano. Com a confusão, cerca de 900 pessoas ficaram confinadas na igreja.

O incidente acontece três dias após o atentado de sábado à noite no centro de Londres, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que deixou sete mortos.

A França está em estado de alerta máximo após uma onda de ataques terroristas que fizeram 239 mortos desde 2015.

Em 20 de abril, na famosa avenida parisiense Champs Elysées, um francês de 39 anos matou um policial de 37 anos com dois tiros na cabeça e feriu dois outros agentes e uma turista alemã, antes de ser morto.

Em 13 de novembro de 2015, um comando extremista que jurou lealdade ao Estado Islâmico matou 130 pessoas em várias partes da capital francesa, no pior ataque em território francês.

O EI ameaça com frequência a França por sua participação na coalizão militar internacional anti-extremista no Iraque e na Síria.

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