A vitória de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos já levanta preocupações sobre o futuro do clima. Trump, que já foi amplamente criticado por suas políticas ambientais, mantém uma posição irredutível sobre o aquecimento global, classificando-o como "uma das maiores fraudes de todos os tempos".
Os EUA são, além de maiores emissores de CO², um dos países com maior responsabilidade histórica no agravamento das mudanças climáticas.
A Nasa prevê que 2024 pode ser o ano mais quente da história, e a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) já contabilizou 24 desastres climáticos nos EUA só em 2023, com prejuízos superiores a US$ 1 bilhão.
No primeiro mandato de Trump, o presidente se destacou por negar a ciência climática e por suas políticas voltadas para a expansão da indústria dos combustíveis fósseis, embora se considere "ambientalista".
Sob sua gestão, foram reduzidas mais de 200 regulamentações ambientais, incluindo a diminuição da regulação das emissões de carbono, a remoção de restrições à poluição e o enfraquecimento de órgãos como a Agência de Proteção Ambiental (EPA). Mais preocupante ainda, Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, um pacto global crucial para a redução das emissões e o combate às mudanças climáticas.

