13 Ago (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam em alta na maioria dos vencimentos nesta quinta-feira, com a curva mais longa liderando o movimento, em dia de novos dados de inflação nos Estados Unidos e à espera de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,930%, alta de 0,9 ponto-base ante o ajuste de 13,921% da sessão anterior. Já a taxa para janeiro de 2035 fechou em 14,635%, com alta de 8,1 pontos-base ante o ajuste de 14,554%.
Na ponta mais curta, o DI para janeiro de 2027 foi a única exceção, encerrando em 13,745%, queda de 0,6 ponto-base ante o ajuste de 13,751% da sessão anterior. Os demais vencimentos intermediários também fecharam em alta.
No exterior, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- tinha variação de -0,97% (queda de 4,6 pontos-base), a 4,6427%, ante 4,6884% no pregão anterior, às 16h35 (horário de Brasília)
Dados divulgados pela manhã mostraram que os preços ao produtor nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho, com queda nos preços dos bens. O resultado seguiu-se a uma queda revisada de 0,1% em junho, e ficou abaixo da previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam alta de 0,2%.
Na quarta-feira, os dados de inflação ao consumidor haviam ficado em linha com o esperado, aliviando as preocupações quanto a uma alta de juros pelo Fed no curto prazo e levando operadores a reduzir apostas em um aumento em setembro.
No cenário doméstico, o IBGE informou mais cedo que o varejo brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas maior do que o esperado em junho, de 0,5%, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior.




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