SÃO PAULO, 20 Ago (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a sessão em alta nesta quinta-feira, acompanhando o avanço dos rendimentos dos Treasuries com o fim do alívio gerado por medidas anunciadas na véspera pelo Tesouro dos Estados Unidos e sob a pressão do avanço do petróleo no mercado internacional.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,945%, ante o ajuste de 13,899% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,7%, ante o ajuste de 14,668%.
O Tesouro dos EUA anunciou na quarta-feira que dobrará o volume das recompras de títulos de prazo mais longo no próximo trimestre para pelo menos US$4 bilhões, uma medida que conteve a alta dos rendimentos dos títulos de 30 anos nesta semana, que haviam atingido os níveis mais altos em 19 anos.
Entretanto, esse movimento perdeu força desde a abertura dos negócios nesta quinta, com os rendimentos voltando a exibir tendência de alta, em meio a dúvidas dos investidores em relação à durabilidade do efeito das medidas anunciadas e preocupações em relação à dívida pública americana.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no início da tarde que pode aumentar novamente o volume de títulos que o governo irá recomprar. O comentário arrefeceu parte da alta dos rendimentos, mas sem grande impacto.
Nesse contexto, por volta das 16h30, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 4 pontos-base, a 4,692%. O retorno do papel de 30 anos avançava 4 pontos-base, a 5,231%.
Outro elemento que pressiona os Treasuries e demais mercados de renda fixa globalmente nesta quinta é o petróleo, que subiu para o nível mais alto em mais de três semanas, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou sobre retaliações contra nações que apoiam o Irã.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 2,36%, para US$93,78 o barril.
(Por Igor Sodré)



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