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Segurança e cortes de policiais perseguem campanha de May

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LONDRES - O terceiro ataque de terroristas no Reino Unido em dois meses fez com que a campanha eleitoral fosse retomada com força total na segunda-feira. A atuação da primeira-ministra britânica, Theresa May — que vem caindo vertiginosamente nas pesquisas — na área de segurança e a redução de quase 20 mil policiais na Inglaterra e no País de Gales durante os seis anos em que era ministra do Interior, entre 2010 e 2016, foram parar no topo da agenda eleitoral. Seu maior rival, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, apoiou pedidos de renúncia da premier por “falhas de segurança”, argumentando que os cortes levaram aos ataques terroristas em Westminster, Manchester e o deste fim de semana.

Mesmo em queda franca nas sondagens, a dois dias da eleição — a diferença era de 20 pontos ou mais quando May convocou a eleição antecipada, em abril, e diminuiu para entre 1 e 12 pontos atualmente — o partido governista ainda tem chances de conseguir a maioria. Uma pesquisa de segunda-feira pelo ICP publicada pelo “Guardian”, mostra que os conservadores mantiveram os 45% das intenções de voto, enquanto os trabalhistas cresceram mais um ponto percentual, passando a 34%.

Outra pesquisa, feita pelo YouGov, confirma a queda de May: seu partido mantém os 42%, e os trabalhistas teriam 38%. A cotação da libra subiu nos mercados de câmbio, que preferem May.

— Ela estava no Ministério do Interior todo esse tempo, comandou estes cortes no número de policiais e agora está dizendo que temos um problema — criticou Corbyn. — Não podemos proteger as pessoas com cortes de financiamento. A polícia e os serviços de segurança devem obter os recursos de que precisam e não ter cortes no dispositivo policial.

O líder dos democratas liberais, Tim Farron, também pediu maior investimento na polícia e nos serviços de segurança após os recentes ataques. A legenda, com 8% das intenções de voto, está em terceiro lugar.

— Os £ 300 milhões adicionais (US$ 387 milhões) que investiríamos no policiamento em todo o país nos tornariam mais seguros. Os cortes que Theresa May realizou nos últimos sete anos como ministra, e agora como premier, não.

Depois de comandar uma reunião do comitê de reação de emergência do governo durante a manhã, May disse que o nível oficial de ameaça continua “severo”, o que significa que um ataque é altamente provável, e que medidas de segurança adicionais estão em vigor. Mas a líder do Partido Conservador não respondeu a perguntas insistentes sobre os cortes, e disse que os orçamentos de contraterrorismo foram preservados. Sua porta-voz informou que o governo está trabalhando de perto com a polícia para cuidar da segurança durante a votação.

— Este foi um ataque a Londres e ao Reino Unido, mas também foi um ataque ao mundo livre — disse May.

O ataque ocorreu menos de duas semanas depois de um homem-bomba matar 22 crianças e adultos após um show de música pop em Manchester. Em março, cinco pessoas morreram atropeladas por um homem que lançou uma van sobre pedestres na ponte londrina de Westminster e ainda esfaqueou um policial.

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