"Aparentemente, também coube a nós devolver (o que é da Rússia) e fortalecer (o país). E se partirmos do fato de que esses valores básicos formam a base de nossa existência, certamente conseguiremos resolver os objetivos que enfrentamos", completou Putin em um comentário televisionado.
Em resposta, um conselheiro sênior do presidente ucraniano Volodmir Zelenski rejeitou o que chamou de tentativa de justificar a invasão e tomada do território.
"O Ocidente deve traçar uma linha vermelha clara para que o Kremlin entenda o preço de cada próximo passo sangrento... vamos libertar brutalmente nossos territórios", disse Mikhailo Podoliak.
Putin é natural de São Petersburgo, cidade que leva o nome do czar. Pedro expandiu os contornos da Rússia, transformando o país em um império e se declarando imperador. Na virada do século 18, ele lançou a Grande Guerra do Norte, um conflito de mais de duas décadas com o Império Sueco que terminou com a tomada da Rússia de uma faixa do Báltico.
O czar, cujo legado é amplamente popular entre o público russo, é o modelo de líder autocrático que Putin há muito aspira ser, disse Kyle Wilson, que serviu como diplomata australiano na União Soviética.
Putin deixou claro que está "revivendo o sonho imperial russo", disse Wilson. "E o homem que fez da Rússia um império foi Pedro, o Grande."
Nos últimos anos, as menções de Putin sobre a história da Rússia aumentou cada vez mais em suas aparições públicas. Em abril de 2020, quando a Rússia entrou em seu primeiro lockdown pela covid-19, ele comparou a pandemia às invasões nômades turcas do século IX da Rússia medieval.
Em julho de 2021, o Kremlin publicou um longo ensaio de Putin em que o presidente argumentou que a Rússia e a Ucrânia eram uma nação, dividida artificialmente. Ele lançou as bases para o envio de tropas para a Ucrânia.
No período que antecedeu o que a Rússia chama de "operação militar especial", Putin culpou Lenin, o fundador da União Soviética, por criar a Ucrânia no que disse ser um território historicamente russo.
Em contrapartida, ele elogiou Josef Stalin por criar "um estado fortemente centralizado e absolutamente unitário", mesmo reconhecendo o histórico de repressão "totalitária" do ditador soviético. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS




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