A incerteza política portuguesa se agravou nesta sexta-feira, quando o Partido Socialista de Portugal se retirou das negociações para a formação de um governo de "salvação nacional" com os dois partidos conservadores que formam a atual coalizão de governo. Com isso, o presidente Aníbal Cavaco Silva ficou com as opções de deixar que uma coalizão enfraquecida continue a governar o país ou convocar eleições antecipadas.
A crise política portuguesa deverá provocar nervosismo entre os investidores, dos quais o país passará a depender para comprar seus bônus quando o programa de ajuda do FMI, da União Europeia e do banco Central Europeu (BCE) se esgotar, em junho.
Ela também traz problemas para a chamada troica de credores multilaterais, que vinha usando Portugal como um exemplo do que ela acredita ser uma política bem-sucedida de ajuste econômico por meio de medidas de austeridade - isolando ainda mais a Grécia como a única "criadora de problemas" da zona do euro. Fonte: Dow Jones Newswires.
