What a photo. Don’t turn your eyes from Iran. pic.twitter.com/YyybLkuddX
— David Patrikarakos (@dpatrikarakos) January 9, 2026
O número de mortos nos protestos que se espalham pelo Irã passou de 500, segundo organizações de direitos humanos que acompanham a situação no país. As manifestações, que já duram quase duas semanas, ocorrem em dezenas de cidades e têm sido marcadas por confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
ONGs afirmam que a maioria das vítimas são civis e denunciam uso excessivo da força por parte da polícia e de órgãos de segurança. O governo iraniano não divulga balanços oficiais frequentes e atribui a instabilidade a supostas interferências externas, enquanto mantém restrições ao acesso à internet.
O Irã enfrenta a onda de protestos desde o fim de dezembro por manifestações contra a alta da inflação e o colapso da moeda local. O movimento ganhou força política, se espalhou por diversas cidades e passou a desafiar diretamente o regime do aiatolá Ali Khamenei, que governa o país há décadas. Em resposta, o governo intensificou a repressão, promoveu prisões em massa de manifestantes e impôs um forte bloqueio à internet, o que dificulta a confirmação de dados oficiais.
Em meio à escalada da repressão, autoridades iranianas afirmaram que irão responder a qualquer ação militar estrangeira contra o país. Paralelamente, os Estados Unidos e Israel acompanham a crise, enquanto líderes iranianos defendem a preservação da segurança nacional e rejeitam acusações internacionais.

