A proximidade entre a influenciadora Deolane Bezerra e pessoas ligadas à família de Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola) ampliou as suspeitas da Polícia Civil de São Paulo no âmbito da Operação Vérnix. Segundo investigadores, esse vínculo passou a ser considerado um dos elementos que reforçam a apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com a investigação, a relação da influenciadora com Francisca Alves da Silva, esposa de um parente direto de Marcola, chamou a atenção dos agentes. Para a polícia, esse contato passou a ser analisado como parte de uma rede de relações que poderia indicar maior envolvimento com integrantes da facção criminosa.
“Ela acaba se imiscuindo cada vez mais, e agora a investigação demonstra nas atividades dessa organização criminosa”, afirmou o delegado Ramon Euclides Guarnieri, responsável pelo caso. A fala reforça a linha investigativa que aponta possível participação da influenciadora em movimentações financeiras suspeitas.
As investigações indicam que o esquema teria envolvido empresas de fachada usadas para ocultação de recursos oriundos do tráfico internacional de drogas. Segundo a polícia, transferências bancárias realizadas por uma transportadora investigada teriam chegado a contas pessoais e empresariais ligadas a Deolane, movimentando milhões entre 2018 e 2022.

A defesa da influenciadora nega todas as acusações e afirma que não há qualquer ligação dela com o crime organizado. Os advogados sustentam que os valores recebidos seriam provenientes de atividades legais e afirmam que vão demonstrar a inocência da empresária ao longo do processo judicial.



Aviso