A bordo do voo papal rumo a Beirute, neste domingo (30), o papa Leão reafirmou a posição histórica do Vaticano ao declarar que a criação de um Estado palestino é a “única solução” possível para o conflito que atravessa décadas entre Israel e o povo palestino. O pontífice, primeiro da história oriundo dos Estados Unidos, reconheceu que Israel ainda rejeita essa possibilidade, mas destacou que a Santa Sé continua empenhada em atuar como mediadora.
Durante a conversa de oito minutos com jornalistas, Leão ressaltou que o Vaticano mantém uma relação amistosa com Israel, mas busca desempenhar um papel de equilíbrio, incentivando as partes a encontrarem uma saída justa e duradoura. As declarações ocorreram em sua primeira coletiva de imprensa em voo desde que foi eleito, em maio, líder da Igreja Católica, que reúne 1,4 bilhão de fiéis no mundo.
O papa também comentou sua visita de três dias à Turquia, encerrada neste domingo, onde tratou não apenas do conflito no Oriente Médio, mas também da guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo ele, a Turquia desempenha um papel estratégico e pode contribuir de forma significativa para a construção de caminhos diplomáticos que levem ao fim das duas crises.
Em seus discursos no país, Leão alertou para o risco que a humanidade enfrenta diante da multiplicação de conflitos violentos em diversas regiões do mundo. O pontífice condenou, mais uma vez, o uso da religião como justificativa para a violência e reiterou que a paz depende da cooperação global e do diálogo contínuo entre nações.

