O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encaminhou ao presidente israelense um pedido formal de indulto enquanto responde a três processos por corrupção. A solicitação, enviada ao setor jurídico da Presidência neste domingo (30), foi descrita pela assessoria presidencial como “extraordinária” e carregada de “implicações relevantes”.
Netanyahu é réu por fraude, quebra de confiança e recebimento de suborno, em casos que envolvem suposta troca de favores com aliados influentes. Ele segue no cargo e ainda não foi condenado. Em vídeo divulgado à imprensa, o premiê afirmou que os julgamentos têm aprofundado divisões internas no país e que o perdão poderia ajudar a recuperar a estabilidade nacional. Também declarou que a frequência de audiências — três vezes por semana — prejudica sua capacidade de governar.
O pedido de indulto foi estruturado em duas cartas: uma assinada por seu advogado, com a argumentação jurídica, e outra escrita pelo próprio Netanyahu. Os documentos serão analisados pelo Ministério da Justiça e pelo assessor jurídico da Presidência antes de chegarem ao chefe de Estado. O movimento ocorre após declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo publicamente que Israel deveria conceder perdão ao premiê.
