Sara Gómez morreu aos 39 anos no início deste mês, após sofrer diversas perfurações em alguns órgãos, durante uma cirurgia plástica conhecida como lipoescultura, realizada no dia 2 de dezembro em uma clínica particular de Cartagena, na Espanha.
Após a cirurgia, a mulher chegou a informar à família que estava bem. Porém, horas depois Sara ficou em estado grave e precisou ser transferida para um hospital após perder sangue e outros líquidos. Ela ficou internada em UTI, mas acabou falecendo no dia 1º de janeiro.
De acordo com o advogado da família de Sara, Inácio Martínez, a mulher sofreu cerca de 30 perfurações de 0,5 a 2 centímetros que atingiram órgãos como rins, cólon, intestino, fígado e outros.
O cirurgião de 38 anos responsável pelo procedimento, afirmou à Martínez, que a cirurgia não teve complicações e que o anestesista confirmou que estaria tudo bem. Porém, 12 dias após a cirurgia, o próprio anestesista compareceu ao Departamento de Saúde da região de Múrcia, e afirmou ter avisado sobre situações preocupantes.
Conforme o profissional, ele teria apontado que a mulher sofria de queda de pressão e que o líquido extraído do corpo de Sara tinha cor escura e avermelhada, sendo que o comum é que o líquido que sai durante o procedimento seja na cor amarelada, pois se trata de uma extração de gordura.
A justiça que cuidou do caso retirou o passaporte do médico investigado, mas não foi afastado de sua profissão.

