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Mortos por terremoto e tsunami na Indonésia podem chegar aos milhares

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RIO – O número de mortos em consequência do terremoto seguido de tsunami que atingiu a Indonésia na manhã desta sexta-feira pode chegar aos milhares, temem as autoridades. Por enquanto, o balanço oficial é de 384 vítimas fatais, com ao menos 540 pessoas feridas e 29 ainda desaparecidas, mas a comunicação ainda não foi retomada com a região conhecida como Donggala, ao Norte da cidade de Palu, na ilha de Sulawesi, e mais próxima do epicentro do tremor.

Em Palu, centenas de pessoas estavam reunidas na praia para um festival quando ondas de até seis metros de altura varreram o local, carregando muitas para a morte. Cerca de 16,7 mil pessoas fugiram para 24 centros de evacuação na cidade.

- Quando a ameaça (de tsunami) foi elevada, as pessoas anda faziam suas atividades na praia e não correram imediatamente, tornando-se vítimas – lamentou Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de mitigação de desastres da Indonésia BNPB em coletiva na capital Jacarta. - O tsunami não veio sozinho, levando carros, troncos, casa e atingindo tudo em terra.

Nugroho descreveu os danos como “extensos”, afirmando que milhares de casas, hospitais, shoppings e hotéis desabaram. Uma ponte na principal estrada para Palu foi carregada por um deslizamento de terra. Corpos de algumas vítimas foram encontrados entre os destroços dos prédios desabados, acrescentou, enquanto os cerca de 540 feridos estão sendo tratados em tendas montadas nas ruas da cidade.

Nugroho, no entanto, alertou que o número de vítimas deve ser ainda maior ao longo dos 300 quilômetros de litoral ao Norte de Palu, área conhecida como Donggala. Segundo ele, a comunicação com a região “está totalmente interrompida, sem nenhuma informação” vindo de Donggala, onde vivem centenas de milhares de pessoas.

“Estamos com comunicações limitadas sobre a destruição na cidade de Palu, mas não ouvimos nada de Donggala e isso é extremamente preocupante. Tem mais de 300 mil pessoas vivendo lá”, informou a Cruz Vermelha em um comunicado, acrescentando que voluntários e equipes de resgate ainda estão a caminho da região. “Isto já é uma tragédia, mas pode ficar ainda muito pior”.

Preocupação similar foi expressada pelo vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, que também afirmou que o número de mortes deve subir para a casa dos milhares. Já o presidente do país, Joko Widodo, deve visitar os centros de evacuação de Palu neste domingo.

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