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Maratona de Nova York terá esquema de segurança reforçado após atentado terrorista

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NOVA YORK — O prefeito deBill de Blasio, prometeu que a polícia estará com “força ainda maior” durante a da cidade, no próximo domingo. O evento vai contar com a presença de cerca de 50 mil atletas e dois milhões de participantes.

— Vocês verão muita presença, muitos agentes armados. Outros não serão vistos, mas estarão nos protegendo. Estamos confiantes de que (a maratona) irá sair como planejado e será segura — disse o prefeito em entrevista à emissora americana MSNBC.

O chefe do Departamento da Polícia de Nova York, Carlos Gomez, também prometeu que a maratona vai contar com uma presença policial maior do que nas outras edições. Em declaração ao jornal “New York Post”, o funcionário disse que o número de bloqueadores de veículos será aumentado.

— O departamento mais do que duplicou as equipes de vigilância localizadas no alto de construções e as equipes de atiradores de elite, além de enviar mais oficiais com armas pesadas e acionar helicópteros para patrulhar do alto e examinar telhados e rotas — disse Gomez durante uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira.

Todas as atividades da semana de corrida continuarão como planejado, de acordo com uma declaração do organizador do evento, o New York Road Runners.

“Para a maratona deste fim de semana, como em todos os nossos eventos, a segurança de nossos corredores, funcionários, voluntários e espectadores é a principal prioridade”, afirmou o comunicado, acrescentando que serão tomadas “medidas de segurança extensas e visíveis”.

O reforço na segurança da maratona vem logo após o atropelamento intencional que deixou oito mortos e 11 feridos em Manhattan. Sayfullo Saipov, um uzbeque de 29 anos, deixou o veículo alugado gritando “Deus é grande!”, em árabe, e bilhetes relacionando-o ao Estado Islâmico. O atentado é o primeiro com carros a deixar mortos nos EUA. Nesta quarta-feira, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que Saipov era associado ao Estado Islâmico, mas se radicalizou nos EUA.

Em sua rede social, o presidente Donald Trump comentou o ataque, e disse que não podem permitir que o Estado Islâmico retome o poder perdido.

“Não devemos permitir que o Estado Islâmico volte, ou entre, no nosso país depois de derrotá-los no Oriente Médio e em outros lugares. Basta!”, escreveu Trump.

Ele anunciou também que pedirá ao Congresso para acabar com o sistema de sorteio de vistos para imigrantes.

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