O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta terça-feira (24), da 79ª Assembleia Geral da ONU, onde fez o discurso de abertura. Em sua fala de 19 minutos, Lula destacou a escalada dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, criticando o uso crescente da força.
“O que se vê é uso da força se tornando a regra. Testemunhamos dois conflitos simultâneos com potencial de se tornarem generalizados. Na Ucrânia, não há perspectiva de paz. O Brasil condenou de maneira firme a invasão do território ucraniano. Isso traz à memória a guerra fria. China e Brasil estabelecem um processo de diálogo e o fim das hostilidades”, disse.
Ele também ressaltou o impacto da crise climática, com 2024 sendo projetado como o ano mais quente da história moderna, e cobrou a responsabilidade das nações ricas.
O presidente também condenou a fome, afirmando que o problema é político, e defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, criticando a exclusão da América Latina. Além disso, Lula mencionou a importância da presidência do Brasil no G20 e a realização da COP30 em Belém, Pará, em 2025.

