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Líder do grupo mercenário Wagner, Prigozhin fala sobre fim do motim na Rússia

Líder do grupo mercenário Wagner, Prigozhin fala sobre fim do motim na Rússia
Líder do grupo mercenário Wagner, Prigozhin fala sobre fim do motim na Rússia

O líder do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, falou pela primeira vez, nesta segunda-feira (26), após o motim na Rússia. Ele afirmou que decidiu recuar para "evitar um derramamento de sangue de soldados russos".

O grupo iria fazer uma marcha em direção a Moscou, mas a decisão foi abortada após negociação com o governo russo. Prigozhin afirmou que o objetivo da marcha não era derrubar o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"O objetivo da marcha era evitar a destruição do 'Wagner' e responsabilizar os funcionários que, por meio de suas ações não profissionais, cometeram um grande número de erros", disse Prigozhin pelo Telegram.

A localização exata de Prigozhin é desconhecida e conforme o acordo entre Wagner e o governo, ele viveria em exílio em Belarus.

O motim iniciou após Ministério da Defesa russo não suprir a falta de armamento para as tropas de Prigozhi, mas a revolta se iniciou após um acampamento do Grupo Wagner ser atacado e vários militares terem morrido.

Outra situação que desagradou ainda mais os membros do Wagner, foi após o Ministério da Defesa da Rússia informar no início de junho que tropas voluntárias e grupos militares privados seriam obrigados a assinar um contrato com o governo.

Na sexta-feira (23), Prigozhin se revoltou e disse que o Ministério da Defesa estava mentindo para a população e para Putin. "O Ministério da Defesa está tentando enganar a sociedade e o presidente e nos contar uma história sobre como houve uma agressão louca da Ucrânia e que eles planejavam nos atacar com toda a Otan (...) A guerra era necessária ... para que Shoigu pudesse obter uma segunda medalha (...) A guerra não era necessária para desmilitarizar ou desnazificar a Ucrânia (o principal argumento de Putin à época da invasão)."

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