O Hospital Universitário de Uppsala, na Suécia, está investigando a realização de histerectomias indevidas em 33 mulheres, que ocorreram entre 2023 e 2024, após diagnósticos errôneos de câncer de útero. Johan Lugnegård, chefe médico do hospital, pediu desculpas pelo ocorrido, destacando que a remoção do útero é um procedimento com consequências irreversíveis.
A situação veio à tona após um aumento inexplicável nos diagnósticos de câncer, levando a uma investigação interna. Tommie Olofsson, chefe do laboratório, admitiu que as avaliações foram excessivamente rigorosas, resultando em um "sobrediagnóstico sistemático".
O hospital se comprometeu a revisar casos semelhantes e a compensar financeiramente as mulheres afetadas. Este episódio ressalta a importância de diagnósticos precisos, uma vez que a histerectomia, embora seja um tratamento eficaz para câncer, impede a capacidade de gerar filhos e tem consequências permanentes.

