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Hamas aceita nova proposta de cessar-fogo em Gaza

Hamas aceita nova proposta de cessar-fogo em Gaza
Hamas aceita nova proposta de cessar-fogo em Gaza

O Hamas aceitou uma proposta de cessar-fogo no conflito contra Israel, segundo veículos de imprensa internacionais informaram nesta segunda-feira (18). A rede de notícias Al Jazeera informou que um integrante da organização confirmou a aprovação do documento, que prevê uma trégua temporária e a libertação de reféns israelenses ainda sob controle do Hamas. Até a tarde desta segunda-feira (18), nem o Hamas nem o governo israelense haviam se manifestado oficialmente sobre o assunto.

Uma delegação do movimento islâmico palestino Hamas acaba de aceitar uma nova proposta de cessar-fogo que prevê uma trégua inicial de 60 dias e a libertação dos reféns em duas etapas, disse uma autoridade palestina, nesta segunda-feira (18). Os esforços dos mediadores – Egito, Catar e Estados Unidos –, reunidos no Cairo, não tinham, até agora, conseguido alcançar uma trégua na guerra que continua a devastar a Faixa de Gaza, há mais de 22 meses.

De acordo com a agência Reuters, a decisão foi tomada após a mediação do Egito. Já uma fonte consultada pela AFP afirmou que o grupo concordou com o texto sem solicitar mudanças. O plano prevê um período inicial de trégua de 60 dias, durante o qual ocorreria a libertação dos reféns. Outras condições ainda não foram detalhadas, e não há confirmação de troca por prisioneiros palestinos. Atualmente, 49 reféns seguem em Gaza, incluindo os corpos de 27 pessoas, segundo dados do Exército israelense.

Enquanto isso, Israel vem intensificando os ataques à Cidade de Gaza. A cidade, com quase um milhão de habitantes, enfrenta falta de recursos e dificuldade de locomoção, especialmente para idosos, tornando a fuga quase impossível. A situação provocou protestos em Israel, com meio milhão de pessoas pedindo cautela e proteção dos reféns.

O cenário em Gaza segue crítico: bombardeios contínuos, ataques de drones e ausência de equipes médicas agravam a crise humanitária, com mortes por desnutrição e civis atingidos. A Anistia Internacional denuncia uma “campanha deliberada de fome” e alerta para a destruição da infraestrutura social e da saúde da população. Israel planeja evacuações e negocia realocação de palestinos, enquanto líderes locais e a ONU pressionam contra deslocamentos forçados, defendendo que a criação de um Estado palestino independente com Jerusalém Oriental como capital é o caminho para a paz.

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