O presidente francês Emmanuel Macron afirmou neste sábado (16) que a França trabalhará em conjunto com os Estados Unidos e aliados internacionais para avançar em direção a um acordo de paz na Ucrânia. A declaração foi feita após a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, realizada no Alasca, e reforça o papel da chamada “Coalizão dos Dispostos”, grupo de países que pretende oferecer garantias de segurança a Kiev.
Segundo Macron, é essencial manter o apoio à Ucrânia e a pressão sobre a Rússia para alcançar um cessar-fogo. O líder francês destacou que a coalizão deve se reunir em breve para alinhar estratégias e discutir mecanismos que possam viabilizar uma paz duradoura.
Macron também revelou que, em conversas anteriores com líderes europeus e com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Trump teria assegurado que Washington está disposto a garantir a segurança de Kiev. No entanto, o americano descartou a possibilidade de a Ucrânia ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ponto considerado sensível para Moscou.
O anúncio francês ocorre em meio à intensificação dos ataques russos. Na sexta-feira (15), Moscou lançou 85 drones e um míssil balístico contra cidades ucranianas, em retaliação à cúpula entre Trump e Putin. Zelensky, por sua vez, informou que deve se reunir com o presidente americano em Washington nos próximos dias para discutir novos passos no processo de negociação.


