A Justiça espanhola abriu uma investigação sobre o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero por suposto tráfico de influência e outros possíveis crimes ligados ao resgate estatal de uma companhia aérea.
A Audiência Nacional, em Madri, apura eventuais irregularidades financeiras relacionadas ao socorro do governo espanhol à Plus Ultra, que em 2021 recebeu 53 milhões de euros em recursos públicos provenientes dos fundos de recuperação da covid-19.
Em comunicado, o tribunal informou que o inquérito foi ampliado para incluir Zapatero, que foi convocado a prestar esclarecimentos a um juiz em 2 de junho. Nesta terça-feira, 19, policiais munidos de mandados expedidos pelo magistrado responsável fizeram buscas no escritório do ex-premiê.
Zapatero, de 65 anos, governou a Espanha de 2004 a 2011 e é integrante do Partido Socialista, liderado pelo atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
Em audiência no Senado em março, Zapatero negou qualquer irregularidade no caso e afirmou que "nunca recebeu qualquer comissão da Plus Ultra".
A Plus Ultra é uma companhia aérea espanhola com investidores venezuelanos e se especializou em voos entre a Espanha e a Venezuela, o Peru e o Equador.
Desde que deixou o cargo, Zapatero tem dedicado parte significativa de sua atuação à interlocução com o governo venezuelano, que ficou amplamente isolado de países ocidentais após reprimir a oposição democrática.
Zapatero estava fora de cargos públicos havia uma década quando a Plus Ultra recebeu o resgate.
O ex-premiê é considerado aliado político de Sánchez, cujo partido tem sido abalado por outros escândalos de corrupção nos últimos dois anos. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.




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