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Cacau atinge máxima em quase seis semanas, enquanto açúcar bruto recua

Reuters
Cacau atinge máxima em quase seis semanas, enquanto açúcar bruto recua
Cacau atinge máxima em quase seis semanas, enquanto açúcar bruto recua

NOVA YORK, 22 Jun (Reuters) - Os contratos futuros do cacau na bolsa ICE atingiram máximas de quase seis semanas nesta segunda-feira, ampliando os ganhos da semana passada em meio a temores persistentes de que um padrão climático muito forte, ou “super El Niño”, possa se desenvolver.

O açúcar bruto, por sua vez, atingiu uma nova mínima de dois meses.

CACAU

• O cacau de Londres fechou com alta de £181, ou 5,5%, a £3.475 por tonelada métrica, após atingir sua maior cotação desde 12 de maio, a £3.497.

• O mercado registrou alta de quase 15% na semana passada, impulsionado pelos temores de que a produção na próxima safra 2026/27 seja fortemente afetada pelas condições climáticas do El Niño.

• A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA afirma que há 63% de probabilidade de um El Niño muito forte, ou “super El Niño”, com perspectiva para 2027.

• Os produtores de cacau da Costa do Marfim afirmaram que as recentes chuvas acima da média e o tempo nublado aumentaram os temores de inundações e doenças que poderiam afetar a última fase da safra intermediária atual, caso continuem.

• No entanto, as chegadas de cacau na Costa do Marfim aumentaram 18% na temporada até 21 de junho em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo estimativas dos exportadores.

• O cacau de Nova York subiu 9,1%, para US$4.621 a tonelada, após atingir sua maior cotação desde 12 de maio, de US$ 4.672 a tonelada.

AÇÚCAR

• O açúcar bruto fechou em queda de 0,24 centavos, ou 1,8%, a 13,35 centavos por libra, seu nível mais baixo em dois meses.

• Os preços mais baixos da energia estão pressionando o açúcar, potencialmente levando as usinas de cana a produzir menos etanol e mais adoçante. A cana é matéria-prima para ambos os produtos.

• No entanto, a queda do preço do açúcar é limitada, com os preços em grande parte abaixo dos custos de produção, a demanda por etanol em alta e o fenômeno climático El Niño provavelmente reduzindo a produção em 2026.

• A produção de açúcar na região centro-sul do Brasil, principal produtor, caiu 25,62% na segunda quinzena de maio em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de etanol cresceu 4,6%, segundo os dados.

• Espera-se que a Índia, segundo maior produtor de açúcar, tenha pouco excedente para exportação por pelo menos mais três safras, já que o El Niño ameaça a produção de cana e a crescente demanda por etanol reduz a oferta, de acordo com executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores.

• O preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado, em US$440,40 a tonelada.

CAFÉ

• O café arábica fechou em queda de 0,8 centavo, ou 0,3%, a US$2,67 por libra-peso, após atingir a maior cotação em um mês na semana passada.

• O café robusta caiu 1,4%, para US$3.542 por tonelada, após atingir a maior cotação em quase três meses na semana passada.

• O robusta está se estabilizando após alta motivada por preocupações de que o El Niño leve a um clima seco e quente nos principais países produtores, Vietnã e Indonésia, que respondem por cerca de 50% da produção global de robusta.

• O café arábica está sendo parcialmente sustentado pela previsão de mais chuvas no Brasil nos próximos dias, o que poderia atrapalhar a colheita e a secagem do café.(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

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