SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A brasileira Fabíola da Costa, que está em estado vegetativo após sofrer um mal súbito no ano passado nos EUA, chegou em Juiz de Fora (MG) na segunda-feira (20) após uma aeronave se emprestada para o transporte.
Ela saiu de Orlando por volta de 10h e chegou ao Brasil às 20h. O marido dela, Ubiratan Rodrigues da Nova, disse que a prefeitura da cidade mineira providenciou uma ambulância e um leito em um hospital local.
A mãe de Fabíola a acompanhou na viagem, enquanto Ubiratan e os três filhos permaneceram nos EUA. "Minha pequena [de 5 anos] nasceu aqui e estamos com problemas para arrumar a documentação dela. Como Fabíola não pode assinar, isso é um problema. Acredito que na próxima semana vai estar tudo resolvido", contou durante uma transmissão ao vivo no Instagram.
Homem que ofereceu aeronave não cobrou pela viagem. Segundo Ubiratan, o valor arrecadado com as campanhas de arrecadação feitas será utilizado no tratamento de Fabíola, que deve ser transferida para um hospital particular.
Duas vaquinhas organizadas pela família acumulam, até a publicação desta matéria, R$ 245.375. "A gente acaba que fica com o coração apertado de um lado, mas com a sensação de dever cumprido", afirmou Ubiratan.
ENTENDA O CASO
O caminhoneiro Ubiratan Rodrigues da Nova planejava retornar ao Brasil de motorhome com a esposa e os três filhos. A ideia de viajar dos EUA ao Brasil de carro surgiu como alternativa ao alto custo de uma UTI aérea.
A viagem de motorhome de Orlando, na Flórida, até Juiz de Fora duraria entre 50 e 60 dias. O trajeto passa por México, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador e Peru.
Fabíola teve um mal súbito em casa no final de 2024, enquanto o marido estava em viagem para o Texas. Ela desmaiou na frente dos filhos e precisou ser levada às pressas para o hospital. O responsável por socorrê-la foi Arthur, o filho mais velho, que estava há poucos meses nos EUA. Mesmo sem saber dirigir bem, conseguiu conduzir a mãe até o atendimento médico.
A mulher teve três paradas cardíacas que causaram falta de oxigenação no cérebro, deixando-a em estado vegetativo. "Foi desesperador. Quando cheguei, o chão desmoronou", disse Ubiratan. Ele conta que, embora ela reaja a vozes e toques, os médicos dizem não haver perspectiva de reabilitação nos EUA.

