O bilionário americano Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi acusado criminalmente nesta segunda-feira (8) em Nova York, nos Estados Unidos, de ter abusado de meninas de 14 anos e de operar uma rede de exploração sexual de menores. Ele foi preso no sábado (6) e compareceu ao tribunal nesta segunda, onde se declarou inocente.
Segundo um site de notícias do Globo, os procuradores federais que trabalham no caso pediram que o bilionário seja detido até o julgamento, dizendo que ele representa um "risco extraordinário de fuga" por causa de sua riqueza "exorbitante", posse de aviões privados capazes de viajar internacionalmente e laços internacionais significativos, diz a Reuters.
De acordo com a acusação, Epstein coordenou uma rede, entre 2002 e 2005, que pagava centenas de dólares em dinheiro para meninas irem até suas casas de luxo, em Nova York e na Flórida, e realizarem atos sexuais, ou para recrutar outras menores com a mesma finalidade.
“Deste modo, Epstein criou uma vasta rede de vítimas menores de idade para explorar sexualmente, muitas vezes diariamente", disse o gabinete da Procuradoria dos EUA em um comunicado à imprensa, de acordo com a CNN.
Os investigadores afirmam terem apreendido fotos de meninas nuas, menores de idade, na mansão que Epstein tem em Manhattan.
As acusações desta segunda (8), feitas em uma corte de Manhattan, vêm mais de uma década após um acordo que protegeu o bilionário de 66 anos de acusações semelhantes na Flórida.
Em documentos anteriores, Epstein havia afirmado que seus encontros com supostas vítimas foram consensuais e que ele achava que elas tinham 18 anos quando ocorreram.
Segundo a acusação desta segunda (8), entretanto, Epstein "intencionalmente procurava menores e sabia que muitas de suas vítimas tinham menos de 18 anos, inclusive porque, em alguns casos, as vítimas lhe disseram sua idade".
O advogado de Epstein, Jack Goldberger, já havia afirmado, antes de as acusações serem tornadas públicas, que o cliente se declararia inocente.
Conhecido por socializar com políticos e membros da realeza, Epstein já teve amigos que incluíam o presidente dos EUA, Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton, e, de acordo com documentos da corte britânicos, o príncipe Andrew.
Nenhuma dessas pessoas foi mencionada na acusação, segundo a Reuters.

