As declarações, veiculadas pela agência oficial Télam, foram dadas durante discurso neste sábado, Dia da Independência do país. Em meio a várias reportagens recentes na imprensa local sobre divergências no governo, sobretudo entre os grupos dele e de sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, o atual líder defendeu a unidade, criticando os que "semeiam o desânimo" e pedindo que se "derrubem muros e comecem a construir pontes". Segundo Fernández, seu "governo popular" luta pelos interesses econômicos para defender a "distribuição da riqueza". Quando isso ocorre, porém, "todas as forças políticas, midiáticas e empresariais se desatam para nos desunir e nos fazer desconfiar uns dos outros; mas não vão conseguir".
Em sua fala, Fernández também comentou que a inflação ocorre no mundo todo, porém "prejudica mais seriamente nossa economia, caracterizada por conviver com processos inflacionários persistentes". O presidente disse que isso "torna mais complicada a distribuição justa da renda".
A Argentina enfrentou em dias recentes turbulências em seus mercados, com investidores em geral céticos sobre a mudança no Ministério da Economia, agora comandado por Silvina Batakis, vista como mais próxima a Cristina Kirchner. No dia 2 de julho, o então ministro Martín Guzmán pediu demissão, quando era alvo de críticas da ex-presidente e hoje vice.



