Senadores da Argentina aprovaram na madrugada de hoje (30), a lei que legaliza o aborto no país. O projeto de lei recebeu 38 votos a favor e 29 contra, um senador se absteve da decisão.
A notícia foi comemorada por milhares de manifestantes que esperavam 12 horas pelo veredito final. O projeto é de autoria do próprio presidente, Alberto Fernández.
A nova lei permite que as mulheres interrompam a gravidez até a 14ª semana. O país registra alta taxa de mortes por abortos ilegais e Fernández vê na legalização a possibilidade de reduzir drasticamente esse índice.
No Twitter, o presidente também se manifestou e comemorou o resultado: "O aborto seguro, legal e gratuito é lei. Hoje somos uma sociedade melhor, que amplia os direitos das mulheres e garante a saúde pública", escreveu.
Alguns pontos porém, foram observados, como: o aborto só pode ser realizado em menores de 16 anos com o consentimento formal dos pais, o médico que for contra o aborto e não quiser realizá-lo pode recusar, mas o sistema de saúde terá que indicar outro profissional e o procedimento deve ser feito no prazo máximo de 10 dias a partir da data do pedido ao serviço de saúde.



