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Vice-governador participa de abertura de exposição que retrata cotidiano de ribeirinhos


 

O vice-governador do Estado, José Melo, participou da abertura da exposição “Amazonas: Um Olhar Quase Caboclo”, do artista plástico Pedro Falabella, promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. As obras ficarão expostas até fevereiro de 2014 e podem ser visitadas, gratuitamente, no Centro Cultural Palácio da Justiça (avenida Eduardo Ribeiro, s/nº, Centro, zona sul), de segunda a sexta, das 13h às 17h, e no domingo, das 17h às 21h.



 

José Melo falou sobre o trabalho do artista. “Na minha casa tenho, um ao lado do outro: um quadro que ganhei do Moacir Andrade e um do Pedro, que foi dado à minha mulher. Tenho profunda admiração por quem recebe esse dom de Deus”, disse referindo-se à arte de pintar. O vice-governador comentou ainda que coleciona alguns quadros e outros tipos de obras de artes de artistas amazonenses, que compra ou ganha durante as viagens que faz pelo interior do Estado.


 

Pedro Falabella, que é presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), se dedica às artes plásticas desde jovem, quando pintava em tinta nanquim, e já se aventurou por técnicas como desenho a lápis e tinta aguada. Mas foi apenas em 2003 que decidiu aperfeiçoar o hobby e estudar por dois anos com o artista plástico Edson Queiroz. “Na época, li um artigo que dizia que todo executivo deveria ter uma atividade além da sua atividade de ofício e então decidi me dedicar à pintura”.


 

Falabella destaca que considera a pintura uma terapia e que costuma pintar diariamente, sempre depois do expediente na Afeam. Ele afirmou ainda que, para melhorar a qualidade das suas obras, está montando o seu ateliê.

Temática regional – No atual trabalho, que levou cerca de dois anos para ficar pronto, a vida ribeirinha é retratada em mais de 40 obras, pintadas com a técnica de óleo sobre tela, revelando o cotidiano das pessoas que vivem no interior do Estado, como a moradia em palafitas, a pesca nos rios da região amazônica e outras atividades.


 

Falabella, que morou em Urucará, sempre foi apaixonado pelas belezas do Amazonas, conta de onde veio a inspiração para os quadros expostos. “Sou filho de pais italianos, que eram apaixonados pelo Amazonas, e foi com eles que aprendi a ter esse olhar além do caboclo e por isso escolhi esse tema”, revelou.

Para Jandr Reis, curador da exposição, o artista é um exemplo de George Huebner e Silvino Santos, que nos deixaram um legado de iconografia de imagens retratadas da nossa exuberante Amazônia: “Falabella retrata tudo o que lhe rodeia, se aventurando através da imaginação de suas criações, prioriza as paisagens pictóricas e cotidianas do seu dia a dia, expressando o seu lado afetivo aos hábitos e costumes do ribeirinho”.

 

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