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Vantagens em parcelamentos de leilão atrai produtores de ovinos e caprinos de 5 Estados

 
A 38ª Expoagro sediou neste sábado, dia 04, pelo quarto ano consecutivo, no Parque de Exposição, o leilão de ovinos e caprinos das raças Santa Inês, Dorper, White Dorper e Anglonubiano a preços de mercado e com parcelamentos vantajosos. O objetivo do leilão foi promover a melhoria genética do rebanho de ovinos e caprinos do Amazonas a preços competitivos e pagamento parcelado em até 24 vezes sem juros. “Nós estamos financiando o novo criador, o novo investidor para que ele possa melhorar o rebanho dele”, ressalta o criador de ovinos e caprinos Demilço Vivian, o Alemão, maior produtor de ovinos do Estado.

Promovido pela Estância Brecha com apoio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e Associação de Criadores de Ovinos e Caprinos do Amazonas (Acocam), o leilão deste ano teve a parceria dos novos criadores que compraram os animais nos anos anteriores e já colocaram suas criações em exposição este ano.

O leilão consistiu em 39 lotes, alguns com cinco animais, totalizando 50 animais entre matrizes (fêmeas) e reprodutores (machos) tanto meio sangue (para produção de carne) quanto puro sangue (para coleta de material genético e produção de carne), totalizando um lucro de R$220 mil. Participaram criadores de São Paulo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Amazonas. Os preços no leilão variaram de R$ 3 à R$ 8 mil, dependendo da finalidade e da raça do animal.

Crescimento da Ovinocaprinocultura

A ovinocaprinocultura é uma das atividades que mais cresce no Amazonas. O crescimento em média é de 15% a 20% por ano no Estado. A afirmação é do zootecnista e assessor técnico da Associação de Criadores de Ovinos e Caprinos do Amazonas (Acocam), Paulo César da Sena Costa. Segundo ele, “quanto mais se oferta o produto mais procura tem. Tem época que falta animal para abate”, admite. O principal mercado para os criadores é o setor de alimentação.

Para quem deseja entrar no ramo, Paulo dá um conselho: “vale à pena. É uma atividade rentável, tem custo baixo e retorno rápido”, explica. Ele diz que, em média, com seis meses é possível vender a carne do animal. “Um animal com 45 quilos gera aproximadamente 20 quilos de carcaça”, afirma. O Amazonas possui um plantel de aproximadamente 105 mil animais e uma média de 500 a 600 criadores, segundo a Acocam.

Exposição

Pelo menos 800 ovelhas e cabras estão em exposição na 38ª Expoagro. O número representa o crescimento do setor no Estado nos últimos quatro anos. Em agosto, a Acocam realizou a 2ª Exposição de Ovinos e Caprinos Sustentável (Expovicam), que movimentou mais de R$ 2 milhões com a comercialização dos animais.

Até o final da feira, neste domingo, dia 4, a expectativa é que o setor supere os R$ 2,5 milhões em volume de negócios. Para o criador de ovinos e caprinos da Fazenda São Pedro, Igor Pedro, a atividade é atrativa por precisar de um espaço menor e gerar pouco impacto ambiental. “É a alternativa sustentável para a Amazônia. Estou na atividade há 15 anos e a tendência é que ela cresça ainda mais”, afirma Pedro.

Segundo ele, a procura pela carne de carneiro nos restaurantes é grande. “A demanda é grande e a oferta ainda é insuficiente”, disse o criador.

O secretário da Sepror, Eron Bezerra, comemora os números. “A ovinocaprinocultura é uma atividade com baixíssimo impacto ambiental. Numa área de um hectare, em que se cria apenas um boi, é possível manter até dez animais. Isso significa sustentabilidade e redução de desmatamento. Por essa razão, o Governo do Estado tem todo o interesse em incentivar a atividade”, enfatizou o secretário da Sepror.

Julgamento

Tradicional na Feira Agropecuária, o julgamento de ovinos e caprinos premiou criadores já conhecidos no setor. O proprietário da Estância Brecha, Delmilço Vivian, o Alemão, manteve-se como campeão nas raças Santa Inês (fêmea), Dorper e White Dorper.

O segredo segundo ele é a forma como os animais são tratados. “O manejo da nossa estância é o que nos diferencia nos campeonatos. A alimentação, ambiente em que vivem, casqueamento é o que faz a diferença na hora dos animais competirem”, explica.

Segundo o juiz paraibano da prova, Tiago Vilar, a qualidade do plantel no Amazonas o impressionou. “É a primeira vez que estou em Manaus e o nível dos animais está acima da média. Outro destaque é que os criadores aqui são muito unidos, é muito difícil ver esse tipo de companheirismo em outros Estados do Brasil”, ressaltou.

As características julgadas foram: desenvolvimento físico, padrão racial, potencial econômico e produtivo, aprumo, pelagem, reprodução e peso.  

E a classificação final foi:

- Categoria Anglonubiano (macho e fêmea): Vencedor Estância Zanini

- Categoria Santa Inês (macho): Vencedor Estância da Nona

- Categoria Santa Inês (fêmea): Vencedor Estância Brecha

- Categoria White Dorper: Vencedor Estância Brecha

- Categoria Dorper: Vencedor Estância Brecha

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