O Tribunal de Justiça do Amazonas homologou o resultado final do concurso público para servidores e serventuários do órgão - níveis superior, médio e fundamental -, realizado este ano pela Fundação Getulio Vargas. A aprovação ocorreu ao final da sessão do Tribunal Pleno, presidida pelo desembargador Rafael de Araújo Romano.
O resultado final do concurso público para os cargos administrativos do TJAM, contendo as notas finais e classificação dos candidatos aprovados, foi publicado no dia 29.08.13, na edição 1925 do Diário da Justiça Eletrônico, Caderno Administrativo, além do portal da FGV Projetos. O certame tem validade de dois anos e o prazo passa a contar a partir da publicação da homologação em DJE. Por enquanto, ainda não há uma data confirmada para convocação e nomeação dos candidatos aprovados.
“Tivemos momentos de intensa satisfação durante a realização do concurso e, no balanço geral, acredito que fechamos o certame com êxito e com bons resultados para o Tribunal de Justiça do Amazonas”, afirmou o presidente da Comissão dos Concursos do TJAM para cargos administrativos e juízes, desembargador Aristóteles Lima Thury. “Já publicamos a relação e enviamos à Presidência do Tribunal para a devida homologação, que foi feita hoje em plenário. Daí em diante, a Presidência vai convocar os aprovados”, disse Thury.
O magistrado ressaltou também que o TJAM não realizava, desde 2005, um concurso para esses cargos, incluindo capital, e também para juiz de Direito substituto. Este último está em andamento. “No período em que o Tribunal não promoveu concurso público, surgiu a Resolução nº 75, do Conselho Nacional de Justiça, que estabeleceu uma série de critérios para concurso no Poder Judiciário. E os certames do TJAM já seguiram essas normatizações”, acrescentou o magistrado.
O concurso para servidores administrativos do Tribunal, promovido este ano, ofereceu 300 vagas para os cargos de analista, assistente e auxiliar judiciários, níveis superior, médio e fundamental, respectivamente. Além de Manaus, sete municípios da região metropolitana da capital foram contemplados no certame – Careiro da Várzea, Careiro-Castanho, Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. Mais de 65 mil candidatos, de todos os Estados brasileiros, tiveram a inscrição efetivada para esse certame. No total, incluindo o concurso para juiz de Direito, foram mais de 71 mil candidatos inscritos.
Manifestações no Pleno
A realização do concurso foi elogiada pelos magistrados que participaram da sessão do Tribunal Pleno. O ex-presidente do TJAM, desembargador João de Jesus Abdala Simões, foi o primeiro a parabenizar o trabalho. “Sabemos o quanto é difícil preparar um concurso público. Elogio a Administração do Tribunal pela vontade de levar adiante o certame e à comissão presidida pelo desembargador Thury”, disse Simões.
Os desembargadores Domingos Jorge Chalub Pereira e Yedo Simões de Oliveira também se manifestaram, parabenizando Aristóteles Thury e Cláudio Roessing, que está à frente dos concursos nas Comarcas do interior. “Este concurso marca uma nova fase, de completar o quadro de servidores, tanto no interior, quanto na capital”, disse Yedo.
O presidente da Comissão do concurso, desembargador Aristóteles Lima Thury, agradeceu a manifestação do desembargador João Simões, que o parabenizou “a cada batalha vencida”, aos demais magistrados, elogiando também a atuação de Roessing, e também dedicou um agredecimento especial aos membros da Comissão do Concurso Público e à equipe da Fundação Getulio Vargas. “Foi um trabalho árduo, mas conseguimos chegar até este momento, com êxito, por meio do trabalho, empenho, transparência, lisura e ética de todos os membros da comissão. A FGV também desempenhou um papel fundamental e seus representantes nesse concurso mostraram a seriedade da instituição”, frisou.
Concurso de juízes
Thury informou, durante a sessão do Pleno, que a comissão aguarda a resposta dos recursos apresentados perante o Conselho Nacional de Justiça, quanto a algumas arguições que foram feitas por candidatos, e que irá continuar com o calendário depois que o CNJ liberar o prosseguimento do concurso de juiz.

