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Suframa promove palestra para executivos de grupo ligado ao Banco Mundial

O  superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, o diretor da Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), Paolo Martelli, e Airton Claudino, secretário de Estado de Planejamento (Seplan), se reuniram na sede da Suframa, para uma rodada de conversas entre as instituições. O evento, que reuniu também técnicos das três organizações, estava programado desde o último encontro entre as partes, realizado na semana passada, e previa uma exposição ao grupo internacional sobre o funcionamento do modelo Zona Franca de Manaus.

A Coordenadora Geral de Estudos Econômicos e Empresariais da autarquia, Ana Souza, foi a responsável pelas explanações aos executivos do IFC, uma unidade do Grupo Banco Mundial que atua no oferecimento de empréstimos, capital, produtos para gestão de riscos, financiamentos e serviços de consultoria para a iniciativa privada nos países em desenvolvimento. A unidade pretende ampliar suas operações na Região Norte. Na oportunidade, Thomaz Nogueira, ressaltou que “o estado do Amazonas busca uma agregação local. Este modelo faz com que surjam pequenas empresas, de empreendedores que saíram de grandes corporações, e que começam a produzir os seus insumos. Esta é uma grande oportunidade para esses empreendedores e para o IFC, já que são carentes de capital e necessitam de suporte”.

Ao longo da apresentação, Ana Souza mostrou a evolução do modelo nesses 45 anos da autarquia e os benefícios promovidos à Amazônia Ocidental, área que recebe incentivos federais administrados pela Suframa. Os executivos demonstraram grande interesse a questões referentes à sustentabilidade, questionando de que forma o modelo ZFM contribui para a preservação da floresta amazônica. “Criou-se no centro da floresta amazônica uma indústria que tem baixo impacto ambiental, que não absorve da natureza a matéria prima para sua linha de produção. Quando você dá condições a essa empresa, você cria a geração de renda dentro dessa cidade. E quando você une essas variáveis, observa-se que a floresta amazônica e o seu redor são preservados”, explicou Ana.

O secretário de planejamento, Airton Claudino, comentou que o modelo não surgiu ao acaso. “Todo projeto é submetido à análise da Suframa e aprovado pelo Conselho de Administração da autarquia, que é composto por trabalhadores, pelo governo do Estado e representações do governo federal. Portanto projetos que incluíssem alto risco para o meio ambiente não seriam aprovados”.

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