O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas Antonio Silva, destacou na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, que o investimento em infraestrutura logística da região amazônica é uma necessidade estratégica para o segmento industrial que busca a competitividade constantemente.
A reunião, coordenada pelo presidente da CNI, Robson de Andrade, contou com a presença do secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato e do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho. Na ocasião, Fialho sugeriu que a consultoria Macrologística reunisse com os técnicos da Antaq para detalhar o projeto.
Silva disse que os investimentos prioritários apontados pelo estudo vão melhorar a logística da região. “Não devemos nos focar apenas nas barreiras políticas que dividem os estados. Esses investimentos vão possibilitar melhorias para toda a região, por isso a indústria da região amazônica está unida por esta causa”, afirmou.
O Amazonas foi representado também pelo vice-governador do estado, José Melo de Oliveira. O evento reuniu ainda o governador do Pará, Simão Jatene, governador de Rondônia, Confúcio Moura, governador do Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa, e vice-governador do Maranhão, Joaquim Washington de Oliveira, além de parlamentares das duas bancadas e empresários.
O presidente da Ação Amazônia e da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Edilson Baldez, liderou o grupo dos nove presidentes de federações das indústrias da Amazônia legal que estiveram presentes na reunião representando os interesses da região.
O Projeto Norte Competitivo foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Ação Pró-Amazônia, formada pelas federações de indústrias dos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O diagnóstico aponta as 71 obras de infraestrutura com maiores possibilidades de incrementar a economia da Amazônia Legal. Elas foram selecionadas entre 151 projetos necessários para resolver as deficiências de transporte na região.
Entre as obras consideradas mais urgentes, estão melhorias em rodovias como a BR 364 e Belém-Brasília, além da criação da hidrovia Juruena/Tapajós, que reduziria em cerca de 40% os custos do escoamento da produção agrícola mato-grossense para Xangai, na China. De acordo com o sócio-diretor da Macrologística, Olivier Girard, o diagnóstico tem como objetivo subsidiar investimentos que integram fisicamente e economicamente os estados da região. O estudo também traça as melhores rotas para escoamento dos produtos da Amazônia Legal para o mercado internacional.
Os 71 projetos prioritários exigem um investimento de R$ 14 bilhões, que trariam um retorno anual de R$ 3,8 bilhões para o setor produtivo. Com isso, seria possível cobrir os investimentos em até quatro anos. Os gastos na hidrovia Juruena/Tapajós, por exemplo, podem ser pagos em dois anos..
Foram analisadas as cadeias de alumínio, cana-de-açúcar, caulim, cobre, duas rodas, ferro e aço, fertilizantes, eletroeletrônica, madeira, mandioca, manganês, milho, pecuária bovina, petróleo e derivados, refrigerantes e soja. Essas 16 cadeias produtivas são responsáveis por 95% do que foi produzido e exportado pelos nove estados em 2008.
De acordo com o diagnóstico, se nenhum investimento for feito até 2020, os custos logísticos de transporte de mercadorias nos nove estados da Amazônia Legal alcançarão R$ 33,5 bilhões. Em 2008, esse valor atingiu R$ 17 bilhões.

