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Quem controla com mão de ferro em Maués?

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Por Márcioo Silva da Costa Pinheiro

 

As acusações que trocam pela imprensa o deputado federal Pauderney Avelino e o deputado estadual Sidney Leite, presidente e vice do Partido Democratas podem render novos contornos com revelações até então desconhecidas pelo público e imprensa.

 

 É sabido que o deputado Sidney Leite entrou para Democratas a pedido de Amazonino Mendes, que buscava uma agremiação onde não haveria grandes disputas para o cargo de deputado estadual.  A escolha do partido foi tão cirúrgica que Sidney Leite ocupou a única vaga do partido na coligação DEM/PRP/PTB, nas eleições de 2010.

 

É sabido, também, que o deputado federal Pauderney Avelino envolveu-se diretamente na campanha de seu correligionário fazendo parcerias políticas em diversos municípios do Amazonas catapultando o candidato Sidney Leite a mais de 30 mil votos, sendo o 6º deputado estadual mais votado do pleito.

 

Um candidato a deputado estadual em 2010 pelo Democratas que pediu sigilo de fonte informou   que “alguns candidatos a deputado estadual pelo Democratas sentiram-se rebaixados ante o tratamento vip do partido ao concorrente Sidney Leite. Até a deputada estadual, Therezinha Ruiz, sentiu a diferença do atendimento” , afirmou.

 

Pelo resultado das eleições de 2010, em Maués, reduto eleitoral do deputado Sidney Leite, revelou-se uma parceria no mínimo esquisita: enquanto Sidney Leite obteve quase 40% dos votos válidos, totalizando 7.646 votos, Pauderney Avelino na soma total dos votos válidos obteve apenas 9%, com 1.749 sufrágios. “Ao que parece não houve total sintonia, e mostra que o atual deputado Sidney Leite não se empenhou na campanha de Pauderney. Ele fez o famoso corpo-mole” , disse o filiado do DEM.

 

Pela Imprensa, Sidney Leite tem afirmado que “o deputado Pauderney Avelino comanda o partido como apêndice. Como se fosse um espaço dele. Não respeita os foros partidários”.

 

O mais intrigante dessa afirmação é que em Maués, pelo PDT, Sidney Leite age da mesma forma e por outros tentáculos.

 

É que o atual presidente do diretório do PDT de Maués é comandando pelo irmão de Sidney, o comerciante Mazzini Leite que, sem ouvir outras lideranças e membros do PDT local, pretende indicar na convenção municipal do PDT em Maués a candidatura ao cargo de prefeito do atual vereador Júnior Leite (PTB), seu sobrinho.

 

Pelo visto, quem montou um grupo político e controla o partido localmente com mão de ferro é o próprio deputado Sidney Leite, pois não oportuniza, por exemplo, a possibilidade de seu próprio grupo escolher democraticamente qual o melhor nome para disputar a prefeitura de Maués, caso o próprio deputado não possa sair candidato.

 

O ex-prefeito, Luiz Canindé(Foto), fazendeiro conhecido em Maués, é uma dessas pessoas que estão sendo preteridas dentro do grupo do PDT de Maués, pois sequer se cogita a possibilidade de lançar outro nome que não seja o sobrinho do deputado Sidney Leite.

Luiz Canindé foi prefeito de Maués entre os anos de 1989 a 1992. Teve suas contas aprovadas por todos os órgãos de fiscalização estadual e federal, saindo da prefeitura com um dos maiores índices de aprovação popular daquele município. “Quem o conhece sabe que o Canindé é um homem de passado limpo e vida idônea. Se o PDT for democrático e fizer uma pesquisa interna e externa, ou com o próprio povo, eu duvido se ele não seria escolhido para disputar a eleição para prefeito pelo partido”, afirmou um membro do PDT local.

 

Se o deputado Sidney Leite afirma que o Democratas age sem ouvir seus membros, o mesmo serve para o PDT de Maués que parece não ter aprendido a lição de seu “dirigente de honra”, o deputado Sidney Leite, a quem Amazonino Mendes entregou o partido no cidade.

 

É importante que dirigentes políticos tenham a exata noção de que todos os cidadãos são importantes, e por isso têm direito além do voto, à opinião e discussão.

 

Gestos assim criam o grande suporte para a existência de uma sociedade democrática, pois a verdadeira democracia representativa impõe sempre as ideias da maioria à minoria, e que se decidem maiorias e minorias nas eleições , e não quando ela quer. Não se faz democracia "à maneira dos outros".

 

Em Maués ou em qualquer outra localidade nenhuma agremiação partidária pode ser diferente. Democracia é isso.

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