Manaus/AM - Professores da educação básica de escolas públicas de Manaus interessados em participar de um projeto desenvolvido pelo Museu Amazônico para conhecer um pouco da riqueza arqueológica da cidade e repassá-los aos alunos, já podem entrar em contato com a instituição.
Com previsão para início no próximo dia 31 de março, o programa vai capacitar professores das próprias instituições sobre a arqueologia, informou o diretor da Divisão de Arqueologia do Museu, Bruno Máximo, explicando que o projeto visa criar um programa permanente de educação patrimonial no Laboratório de Arqueologia.
“Manaus está repleta de sítios arqueológicos, lugares icônicos como a própria Praça Dom Pedro II, são enormes sítios arqueológicos, e há um desconhecimento da população em geral sobre a história indígena profunda da cidade”, conta Máximo.
O objetivo, segundo ele, é que a história indígena seja valorizada em sua complexidade, mostrando as diferentes culturas que habitaram na região e o legado que elas deixaram. “E que mesmo sem deixar textos ou documentos, é possível saber muito sobre como viviam esses povos, e o legado que eles deixaram para nós, principalmente no manejo da floresta e um modo de vida que associa desenvolvimento com preservação e incremento da biodiversidade”, completa o diretor responsável pela iniciativa.
A atividade consiste em oferecer oficinas de capacitação para os professores participantes para que estes atuem como reprodutores do conhecimento adquirido junto aos seus alunos.
A formação dura um dia, e será dividida entre atividades de cunho teórico, na parte da manhã. Na parte da tarde, farão uma simulação de escavação de sítio arqueológico. Fazendo a formação, eles têm o direito de emprestar os kits didáticos para serem utilizados nas escolas”, explica o diretor Bruno Máximo.
“Criamos réplicas de artefatos arqueológicos icônicos e selecionamos materiais arqueológicos sem contexto para criar quatro kits didáticos somando quatro maletas. Cada escola receberá um kit didático emprestado por 15 dias para ser trabalhado com os alunos”, declara.
Após esta etapa, as escolas poderão enviar parte dos estudantes para a visita ao Laboratório de Arqueologia, onde os alunos irão praticar a escavação simulada com base no que aprenderam com os kits didáticos, conhecer a coleção exposta e o laboratório em si. Queremos que os alunos aprendam informações básicas sobre o que é arqueologia, a importância da arqueologia para conhecermos as populações tradicionais da Amazônia, e entendermos o processo histórico da ocupação humana no território, disse Máximo.
No primeiro momento, as visitas serão quinzenais e atenderão escolas dos bairros Coroado e Japiim, posteriormente, o projeto atenderá escolas de toda a cidade. Escolas interessadas em participar da atividade podem acionar o Museu por meio do e-mail [email protected] para fazer o agendamento.


