Um Termo de Ajustamento de Conduta será assinado entre os responsáveis pela operação do shopping Manauara e a Prefeitura de Manaus, via Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano, para que seja dado início ao processo de desinterdição do empreendimento. Os novos dados apresentados ainda foram considerados insuficientes para que o prédio seja liberado ao público.
A proposta do TAC foi apresentada na reunião realizada na manhã desta quarta-feira, na sede do órgão municipal, quando representantes do shopping, em reunião com a presidência do Implurb, apresentaram o laudo pericial com responsável técnico. Ao final da reunião, o diretor do Implurb pediu novos documentos. Somente depois disso, o termo será formalizado.
“Ainda considerei insuficiente o que foi apresentado pelos representantes do shopping. Eles apresentaram um novo laudo de um engenheiro de avaliação e perícia, que foi contratado pelo empreendimento. Este profissional passou o dia no shopping fazendo observações. Mas na reunião pedi novos dados. Eles precisam mostrar com maior embasamento que a obra pode ser feita ao mesmo tempo em que os clientes frequentam o local. O TAC vai ter datas bem definidas e que deverão ser cumpridas sob risco de outras penalidades”, disse Moita.
O TAC visa que a operadora do shopping cumpra as obrigações para que o estabelecimento tenha a restituição integral da segurança para clientes e funcionários, incluindo a apresentação de vários documentos, entre eles um Plano de Contingência, cronograma e prazos, e uma série de medidas para garantir a reabertura do Manauara.
O centro de compras continua interditado até que seja concluído o processo de desinterdição e tomadas as medidas solicitadas pelo poder público.
Interdição
O Manauara Shopping está interditado por questões de segurança desde a última segunda-feira, quando o prefeito Artur Virgílio Neto e o presidente do Implurb, arquiteto Roberto Moita, juntamente com equipes de fiscais e engenheiros, estiveram no local constatando diversas infiltrações, alagamentos e novos riscos de desabamento do teto de gesso.

