Manaus/AM - A Escola de Saúde Pública de Manaus (Esap) já contribuiu com 20% dos indicadores de Atenção Básica de Saúde da rede pública de Manaus. Criada há dois anos, a escola ganhou, nesta segunda-feira (14) a sua sede definitiva, inaugurada pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul da cidade. Ele esteve acompanhado da primeira-dama e presidente do Fundo Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko Ribeiro, e do secretário Municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.
A decisão de implantar a Esap, em junho de 2018, foi uma reorientação das políticas de gestão e educação na saúde, com a responsabilidade social de suprir as demandas da população por uma atenção básica integral e de qualidade. “A inauguração da escola foi um momento histórico e um marco na luta para se ter 100% de cobertura na atenção básica de Saúde. Com o que estamos inaugurando e com o que já está funcionando, temos uma cobertura de quase 65% da atenção básica, fora a rede particular com seus quase 30%”, afirmou Arthur Neto.
O prefeito lembrou, ainda, que a implantação da Escola veio a partir de uma experiência positiva que estava sendo desenvolvida em Palmas (TO) e que, a partir daí, foi feito o desenho legal e institucional, com a aprovação da Lei 2.320/2020, escolha da sede provisória e feitas as parcerias para colocar o projeto em prática.
“Demos passos gigantescos, priorizando as ações voltadas à atenção primária, oferecendo residência médica em saúde, especializações, projetos de extensão e aperfeiçoamento de profissionais, com a obrigatoriedade de atividades práticas na rede de saúde do município. Dois anos e meio depois, o extraordinário sucesso da Escola de Saúde mostra que nossa decisão foi correta”, comentou.
Em agosto deste ano, a cobertura de atenção básica em Manaus atingiu o histórico índice de 64,09%, o maior desde que os indicadores foram construídos no Brasil. Também em agosto de 2020, a Esap/Manaus alcançou o número de 315 bolsistas, entre alunos, docentes e coordenadores, inseridos no serviço em equipes de saúde, contribuindo com 20% do indicador obtido, com impacto tanto na ampliação do acesso quanto na qualidade do serviço prestado.
A inserção de profissionais em formação no serviço, a residência médica, a pesquisa e trabalhos de extensão são hoje realidades permanentes na saúde municipal, com um crescente na qualidade na formação de Médicos de Família e Comunidade.

