Manaus/AM - Uma pesquisa realizada pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), encontrou plantas da região amazônica com potencial para combater células tumorais de câncer de cólon, gástrico e de fígado.
Conforme a pesquisadora Sthéfanny Caroline Mendes Azevedo, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o projeto estuda as atividades citotóxicas, antiangiogênicas e antioxidantes de plantas encontradas na Amazônia, que são importantes no tratamento do câncer. Segundo ela, estão sendo testadas sete espécies de plantas, pertencentes às famílias Clusiaceae, Cannabaceae, Arecaceae, Euphorbiaceae e Urticaceae.
“Até o momento, as análises se mostraram promissoras para uma das espécies, entretanto, ainda temos mais quatro a serem testadas", explica.
A pesquisadora salienta que os ensaios biológicos e químicos estão sendo realizados em parceria com o Laboratório do Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (QAT) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Laboratório de Atividade Biológica (Biophar) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Laboratório de Bioprospecção e Biotecnologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (LABB/Inpa). Segundo ela, após a conclusão dos ensaios biológicos, o próximo passo é o fracionamento dos extratos, seguido da separação, purificação e identificação das substâncias ativas.
Colaboração – A pesquisa contou com a colaboração do doutor em Biologia Vegetal do Museu da Amazônia (Musa), Bruno Sampaio Amorim; do professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), doutor em Fitotecnia-Horticultura, Valdely Ferreira Kinupp; que forneceram informações sobre espécies de plantas com potencial antitumoral que ainda não haviam sido estudadas, baseando-se em estudos descritos na literatura científica, com espécies da mesma família.
“Tendo em vista que um dos problemas enfrentados no tratamento do câncer é a resistência dos tumores frente a agentes terapêuticos convencionais, a descoberta de novas substâncias com ação anticâncer é de extrema importância não só para a pesquisa dentro da FCecon, mas para a comunidade científica e para a sociedade. Posso dizer que somos pesquisadoras privilegiadas por podermos contar com a biodiversidade amazônica para trabalhar”, ressalta Sthéfanny Azevedo.

