Após três semanas da realização de partidas de futebol na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemay Costa Pinto (FVS-RCP), não registraram aumento significativo do número de casos de Covid-19 em Manaus.
Com um protocolo sanitário pré-estabelecido e só permitindo a entrada de pessoas vacinadas, Manaus sediou o jogo entre Brasil e Uruguai, no dia 14 de outubro, e a partida do Manaus Futebol Clube contra o Ypiranga-RS, no dia 17 do mesmo mês.
Mesmo reconhecendo ter ficado apreensivo com a realização dos dois jogos de futebol que marcaram o retorno do público aos estádios, o secretário de Saúde do Estado, Anoar Samad, afirmou que nenhum desses dois jogos impactou nem no aumento do número de casos, nem no número de internações e, principalmente, de óbitos por Covid.
Para o médico, esse resultado se deve à vacina. “Não se esqueçam: Covid mata e vacina salva. Portanto, vacinem-se. Completem seu esquema de vacinação”, ressaltou o secretário.
Entre as regras de prevenção à Covid-19 seguidas durante as partidas estavam a exigência de vacinação completa, com duas doses ou dose única, a obrigatoriedade do uso de máscara e a testagem das pessoas escaladas para trabalhar nos jogos.
QUEDA
O Amazonas segue registrando queda nos indicadores da Covid-19 no estado. O número de novos casos reduziu em 91%, as internações em 89%, e os óbitos em 87%, no comparativo dos meses de setembro e outubro de 2020 com o mesmo período de 2021, segundo levantamento da SES-AM, a partir de dados registrados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Os novos casos reduziram de 41.387 para 3.507, enquanto as hospitalizações caíram de 2.574 para 272, e os óbitos, de 655 para 84. No comparativo de internações por Covid-19, a diminuição foi de 93% no interior e 87% na capital. Em relação ao número de novos casos da doença, a queda em Manaus foi de 90%, e nos municípios do interior chegou a 92%. Já a redução de óbitos no interior foi de 89%, e na capital, de 86%.

