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Orlando Cidade denuncia ação de grupos estrangeiros contra interesses dos índios

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“Uma afronta aos direitos do Brasil e do Amazonas está sendo praticada por grupos estrangeiros que, em troca de dinheiro, fazem os índios assinarem documentos se comprometendo a não mexer nas florestas pelo espaço de até 30 anos”. A denúncia foi feita nesta terça-feira (20) pelo deputado estadual Orlando Cidade (PTN), ao ler uma reportagem publicada no Jornal “O Estado de São Paulo”, apontando esses deslizes cometidos contra os interesses do País e, mais especificamente, contra o Amazonas, Pará e Rondônia.

Orlando Cidade contou que a empresa irlandesa, Celestial Green Ventures, que se apresenta como líder no mercado mundial de créditos de carbono, teria investido U$ 120 milhões para garantir os direitos, incluindo biodiversidade, de “16 áreas com o dobro do tamanho de Portugal por 30 anos, proibindo índios de plantar ou extrair madeira; acordo teria sido assinado sem consentimento da maioria”.

O deputado garantiu que esse contrato foi assinado pelos índios da etnia Mundurucu, que venderam os direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena Floresta Amazônica, no município de Jacareacanga (PA), mas garantiu que os índios da etinia Tenharim, em Manicoré, também já estão usufruindo desses contratos.

Ele disse que essa “negociata” foi denunciada pelo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcio Meira, que afirmou que o negócio garante à empresa irlandesa “benefícios” sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena.

Segundo o presidente da Funai, pelos contratos assinados, os índios se comprometem a não plantar ou extrair madeira das terras nos 30 anos de duração do acordo.

Ele quer que se constitua, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), uma comissão de deputados para acompanharem esses contratos irregulares, de modo a que eles sejam estancados e a presença dos estrangeiros no Brasil, seja investigada.

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