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Omar volta a Brasília para discutir conflitos agrários na Amazônia


Após uma semana em Brasília para garantir junto ao Governo Federal e congresso medidas de proteção à zona Franca de Manaus, o governador Omar Aziz está retornando nesta quinta-feira, dia 2 de junho, à capital federal para discutir com a presidenta Dilma Rousseff sobre os conflitos no campo na Amazônia. Durante visita à ponte sobre o Rio Negro, nesta manhã, por ocasião da conclusão do ultimo vão da obra, o governador disse que recebeu logo cedo um telefonema de Dilma convidando-o para uma reunião às 15h30, no Palácio do Planalto.

Também participam os governadores do Pará, Simão Jatene e de Rondônia, Confúcio Moura, estados onde conflitos agrários resultaram na morte de três pessoas semana passada. Um deles o agricultor Adelino Ramos, era líder do Movimento Camponês Corumbiara, do Distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho (RO). Adelino também participava de movimentos no Sul do Amazonas, onde o avanço da fronteira agrícola coloca o Estado do Amazonas em estado de alerta em relação a possíveis conflitos entre fazendeiros e movimento de trabalhadores rurais. No Sudeste do Pará, o casal de agricultores, João Claudio e Maria do Espírito Santo, também foi morto a tiros semana passada.

De acordo com Omar Aziz, os principais agravantes da violência no campo e em geral na Amazônia decorrem da falta de proteção das forças federais de segurança nas fronteiras e de regularização fundiária. O governador disse que vai se posicionar sobre as duas questões com a presidenta, que terá ao seu lado o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo. “É preciso que haja uma união entre Estados e Governo Federal para reforçar a segurança. Mas também é necessário haver política de desenvolvimento para estas regiões, principalmente em relação à regularização fundiária, onde está o principal motivo do conflito agrário”.

Sobre a questão fundiária, Omar Aziz defende que, a partir do momento em que se define que espaço é de quem, os conflitos tendem a acabar. “As pessoas estão disputando espaço de terra, o que gera conflito. Isso é a uma decisão que deve ser tomada em conjunto para que a gente possa não dar vazão à violência que está ceifando vidas em estados vizinhos, como Pará e Rondônia”.

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