Óleos vegetais podem combater larvas de mosquitos da malária e dengue, diz pesquisadora do Inpa

Por Portal do Holanda

15/10/2021 15h12 — em Manaus

Foto: Divulgação

Manaus/AM - Estudos com plantas amazônicas como pau-d'angola, canela-de-velho (Piper alatipetiolatum), pimenta-de-macaco (P. aduncum), negramina (Siparuna guianenses) e pau-de-incenso (Tetradenia riparia), para o combate de larvas e adultos de mosquitos transmissores de doenças, serão apresentados pelo Laboratório de Malária e Dengue do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

A apresentação acontecerá no próximo dia 18 de outubro (segunda-feira), às 9h (horário de Manaus) com transmissão pelo canal do Inpa no Youtube/INPA.

Os resultados sobre o uso de óleos essenciais e extratos vegetais dessas espécies de plantas serão apresentados pela pesquisadora Rosemary Roque na Live “Tecnologias Sociais para combate à malária e dengue na Amazônia: algumas opções para todos”.

No Laboratório de Malária e Dengue do Inpa, foram realizados testes com os óleos essenciais para as larvas dos mosquitos Anopheles darlingi, vetor da malária, e o Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika, enquanto que os extratos foram avaliados em larvas e adultos de A. aegypti e A. albopictus, vetor da febre amarela urbana e da dengue.

“Observou-se 100% de inibição da eclosão dos ovos, além de 100% de mortalidade das larvas e pupas. Além disso, os estudos permitiram identificar que os óleos essenciais e os extratos causaram a morte das larvas e pupas após inibir as funções da enzima acetilcolinesterase, que é responsável pela transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios”, explicou a doutora em Ciências Biológicas.

Os interessados em acompanhar a Live da Coordenação de Tecnologia Social do Inpa podem se inscrever no endereço https://www.even3.com.br/tecsociaismalariaedengueamazonia/ ou acessar diretamente o link clicando aqui (https://youtu.be/okBSJGR5g_s).

De acordo com Roque, os extratos vegetais e óleos essenciais obtidos de plantas regionais demonstram ser promissores larvicidas e podem ser aplicados diretamente nos criadouros, que são os locais onde as fêmeas dos mosquitos depositam os ovos, sem causar toxidade a outros organismos, como peixes e invertebrados aquáticos, ou danos ao meio ambiente.


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