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Na eleição do TCU Lula agiu contra o Amazonas, diz deputado

O deputado federal Átila Lins (PMDB-AM) é um homem preparado, tanto do ponto de vista técnico quanto político, com a experiência de seis mandatos consecutivos, portanto com todas as condições de assumir o cargo de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), a mais alta corte de contas do país e onde não tem nenhum representante da Região Norte, enquanto Pernambuco terá o quatro.  É a opinião do deputado estadual Vicente Lopes (PMDB), ao declarar que lamentava a derrota de Átila Lins para a deputada federal Ana Arraes (PSB-PE),  mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do mesmo partido. Atila obteve apenas 47 votos, enquanto Ana foi eleita com 122 votos.

 

Ana teve o apoio declarado do ex-presidente Lula, uma interferência, segundo Vicente Lopes, contra o PMDB, o maior aliado do governo federal e também contra o candidato do Amazonas, Estado que deu a maior votação proporcional aos dois últimos presidentes da República. “Eu só tenho a lamentar o resultado da eleição, porque o TCU não tem nenhum nome da Região Norte, enquanto Pernambuco, o Estado onde eu nasci, agora passa a ter quatro. E o que se viu foi interferência externa, de um ex-presidente da República que,  ao atuar  em favor de uma outra candidatura, agiu contra aqueles que são aliados, parceiros. Enfim, contra um candidato do PMDB, o maior partido da base de sustentação política do governo federal. Isso demonstra bem o quadro político que a gente vive,sem um a via de mão dupla”, afirma o deputado.

Idolatria

Para Vicente Lopes, esse fato deve servir de reflexão para os dirigentes do PMDB, uma vez que “influentes membros do governo estão atuando contra os membros do partido”. “Dia desses eu li, numa reportagem, que a deputada Ana Arraes sequer conhecia os deputados pelo nomes, enquanto Átila Lins Lins é conhecido entre nós por ser um homem extremamente operoso, trabalhador, articulado, de bom trânsito entre os colegas e aí aparecem apenas 47 votos”, insiste. Ainda quanto à interferência direta de Lula no processo de escolha do nome para substituir o ministro  Ubiratan Aguiar (aposentado em agosto), Lopes diz que, “com raríssimas exceções”, os políticos eleitos  mantêm a mesma postura de antes da eleição. E a grande votação do Amazonas a Luiz Inácio Lula da Sil va, repetida na eleição de sua sucessora, Dilma Rousseff, é conseqüência de uma certa idolatria.

 

“O ex-presidente Lula teve aqui uma grande votação por conta de uma idolatria. Vejamos: ele veio ao Amazonas inaugurar  o primeiro pingo de solda do gasoduto Coari- Manaus, com a promessa de que com o gás de Urucu, iria mudar  a matriz energética da cidade de Manaus e, consequentemente, ia diminuir  o preço da energia. Não vemos nada disso. Já a ponte sobre o rio Negro, os amazonenses de agora e os futuros filhos da terra é que vão pagar, porque nenhum centavo foi doado pelo governo federal. Foi feito um empréstimo  que nós, o Estado do Amazonas, vai ter de pagar. Quanto à Zona Franca de Manaus, a gente tem de ficar todos os dias com o pires na mão, pedindo favores, porque de vez em quando o modelo fica ameaçado”, afirma Vicente Lopes para quem esses fatos, por conta da “idolatria”, costumam não ser lembrados.

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