MPE investiga atuação de policiais com nova facção criminosa do Amazonas

Por Portal do Holanda

06/05/2021 14h20 — em Manaus

Policiais do DRCO conduziram suspeitos para a sede do MPE. Foto: Jander Robson/ Portal do Holanda

O envolvimento dos policiais presos nesta quinta-feira (6) por roubarem drogas de traficantes com uma nova facção criminosa denominada Terceiro Comando Puro (TCP) que atuava com igrejas pentecostais para lavagem de dinheiro não foi descartada por membros do Ministério Público (MPE) e do Grupo de Atuação Especial e combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As informações foram divulgadas em coletiva da sede do MPE, Avenida Coronel Teixeira, bairro Nova Esperança. De acordo com o promotor do MPE, Armando Gurgel Maia, além do investigador da Polícia Civil, do policial militar e de um coronel identificado como Glaubo, um quarto suspeito, que está com mandado de prisão em aberto, pode ter sido assassinado como queima de arquivo. “Qualquer hipótese pode ser verdadeira, até porque ainda estamos apurando tudo, mas não descartamos nada”, disse ao Portal do Holanda.

O promotor explicou ainda que os "agentes da Lei" teriam roubado as drogas de traficantes da principal facção do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, que possui.

"Crime organizado é muito pior quando se insere no Estado porque desenvolve crimes que permeiam toda a sociedade e quando isso avança para as áreas da administração pública, isso é muito pior. Estamos tentando evitar essa situação, de agentes das forças de segurança no crime. Ou seja, essas milícias", disse o promotor de Edinaldo Aquino Medeiros.

Ao todo, 10 mandados de busca e apreensão foram cumprimos. Armas, celulares e documentos também foram apreendidos na operação e devem ser analisados. As investigações deram início a partir de homicídios registrados na capital em janeiro deste ano que traziam bilhetes junto aos corpos das vítimas, denunciando a prática de arrocho.

A participação de outros policiais e militares do alto escalão da PM também é investigada.

O Gaeco e Ministério Público contaram com apoio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e Grupo Fera. Segundo as investigações, os alvos envolvidos usar de violência e ameaça para roubar a carga de mais de meia tonelada de drogas.


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