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MPAM explica pedido para arquivar processo contra suspeito de estuprar criança em provador em Manaus

MPAM explica pedido para arquivar processo contra suspeito de estuprar criança em provador em Manaus
MPAM explica pedido para arquivar processo contra suspeito de estuprar criança em provador em Manaus

Manaus/AM - A indicação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) para que a Justiça arquive o processo contra Rogério Lindoso, 31, suspeito de estuprar uma criança de 4 anos dentro do provador da loja Renner, tem causado revolta entre a população que tem acompanhado o caso pela mídia.

Na última quarta-feira (19), Rogério deixou a cadeia onde passou 30 dias, após o prazo da prisão temporária expirar e não ser prorrogado judicialmente. Na ocasião, o advogado do acusado revelou que o próprio MPAM tinha solicitado o arquivamento do processo.

O Portal do Holanda entrou em contato com o órgão, que confirmou a informação e, em nota, explicou porque pediu o arquivamento. O MPAM afirma que as provas apresentadas não seguiram os trâmites legais e comprometeu o processo, confira:

"O Ministério Público do Amazonas indicou dois fundamentos para o arquivamento do caso referente ao crime de estupro de vulnerável, ocorrido em 02/03/2023. O primeiro é a quebra da cadeia de custódia (as mídias das filmagens do local da suposta cena do crime foram coletadas diretamente pela mãe da vítima, não sendo em seguida preservadas e encaminhadas pra perícia, mas sim utilizadas indevidamente pra divulgação da imagem do suspeito, visando sua identificação rápida e sem a atividade investigativa sigilosa do Estado, em prejuízo da dignidade do suspeito, independente dele ser ou não autor do crime, já que a Constituição o presume inocente até a sentença condenatória transitada em julgado). O segundo fundamento indicado foi a ausência do reconhecimento pessoal formal do suspeito, descumprindo a regra do artigo 226 do Código de Processo Penal".

Contudo, a nota afirma que cabe ao juiz decidir aceitar ou não o pedido de arquivamento. "Entretanto, o juiz ainda não decidiu se irá acolher a promoção de arquivamento do inquérito policial".

 

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