Uma mobilização promovida pela Fundação Alfredo da Matta (Fuam) reuniu dezenas de pessoas, no Centro de Manaus para lembrar o Dia Mundial da Psoríase, em 29 de outubro. No Amazonas, a Fuam, referência no atendimento de pacientes com a doença, registra cerca de 200 novos casos por ano. A doença se caracteriza por manchas avermelahdas na pele.
A mesma mobilização ocorreu em onze Estados diferentes do País, de acordo com a Fuam, que integra a rede de assistência especializada que atende pacientes com a doença, além da Fundação de Medicina Tropical e as Policlínicas do Estado. A dermatologista da Fundação, Rossilene Cruz, explica que a psoríase é uma doença crônica de pele causada por fatores genéticos, não é contagiosa e tem seu desenvolvimento associado a problemas emocionais e a doenças como diabetes, alcoolismo e tabagismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 4% da população mundial têm a doença.
O preconceito ainda é o principal problema enfrentado pelos portadores da doença. Há sete anos, a diarista Alessandra Mendonça descobriu que tinha psoríase. Por causa das manchas avermelhadas na pele, a principal característica da doença, ela acabou tendo que abandonar a profissão por causa do preconceito. Segunda Alessandra, por diversas vezes as pessoas saíram de perto dela por medo de contágio.
Em busca de respeito e para promover a conscientização, portadores da doença que participaram da caminhada, distribuíram panfletos com informações esclarecedoras sobre a psoríase. O industriário Norcevan dos Santos acompanhou a caminhada e disse que iniciativas como esta ajudam a diminuir o preconceito. “Geralmente a pessoa julga muito pela aparência, não conhecendo o que se passa com a pessoa. Acho que tem que ter mais divulgação mesmo”, afirmou. A autônoma Fabíola Souza desconhecia as características da psoríase. “Eu fiquei surpresa e um pouco assustada com o que a doença causa na pele, mas depois soube que não é contagioso.

