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Médicos decidem continuar greve

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Durante Assembleia Geral de Continuidade de Greve realizada no auditório do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam), os médicos da esfera municipal decidiram continuar a greve ambulatorial, por tempo indeterminado, respaldados na legalidade do movimento através da Contestação encaminhada ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) e ainda, no direito legítimo da categoria fundamentado na Constituição Federal e Lei de Greve 7.783/1989.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Dr. Mario Vianna, o argumento da Prefeitura de Manaus que fundamentou a liminar suspensiva da greve ambulatorial no município, pelo TJAM, foi baseada nas reuniões da Mesa de Negociação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) onde todas as reivindicações da categoria foram ignoradas.

"Não entendemos os motivos que levaram a mesma desembargadora suspender duas greves do segmento médico. Estamos dentro da legalidade! Essa greve é apenas para os médicos do município que realizam atendimento ambulatorial. Não aceitamos argumentos infundados dos gestores municipais que tentam calar a classe trabalhadora", disse o Dr. Mario Vianna.

Para o presidente do Simeam a greve é o último recurso da categoria que espera respostas pontuais para reivindicações há anos, como a verba trabalhista indenizatória para os médicos que atuaram no serviço temporário que aguardam pagamento desde 2002, a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, aprovado em 2008, que inclui o pagamento retroativo da insalubridade, não recebida pelos médicos, cálculo dos benefícios médicos em cima de 40 horas trabalhadas, participação do município na Comissão de Implementação do Piso Nacional, melhores condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde.

Na terça-feira (22.10) os médicos estarão reunidos em Assembleia Geral de Continuidade de Greve,  a partir das 9h30, no auditório do Cremam, localizado na Avenida Senador Raimundo Parente, número 6, bairro de Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, onde seguem em caravanas para panfletagem nas unidades de saúde com objetivo conscientizar a população sobre a necessidade da greve. A paralisação acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Estratégia Saúde da Família (ESF) e Policlínicas.

O Simeam esclarece que foram feitas todas as tentativas de negociação com os gestores municipais e que aguarda resposta da audiência com o Prefeito e Manaus, Arthur Neto, solicitada através do ofício n° 510/2013, deste o dia 17 de outubro.

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