O apagão nas primeiras horas de domingo (18) e segunda-feira (19) levou o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) a propor na manhã desta terça-feira (20) a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Caso isso não seja possível, já que o deputado precisa de oito assinaturas (um terço dos parlamentares da Casa), ele defende que seja instalada uma Comissão Especial.
O parlamentar disse que o objetivo não é crucificar a companhia, mas obter respostas coerentes e que sejam encontradas saídas para resolver o problema, que já trouxe perdas incalculáveis ao Estado. “Como está não pode ficar”, disse o deputado, ressaltando que a questão enérgica precisa ser resolvida e que empresa precisa falar a verdade. “Em um momento, diz que o problema foi a queda de um cabo, depois, foi de que a demanda está muito alta”, disse.
Na opinião de Marcelo Ramos, todas as tentativas de diálogo com a empresa foram feitas na Casa Legislativa, que já realizou várias Audiências Públicas com a direção da empresa, que sempre se compromete a resolver o problema, que cada vez mais se avoluma. “O ex-presidente da Eletrobrás, José Muniz, chegou a dizer que rasgaria seu diploma caso a situação não se normalizasse”, disse o deputado, ressaltando que “é preciso encontrar esse cidadão para cumprir o que se propôs”.
Marcelo Ramos disse que vai esperar a manifestação do deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), que segundo ele, é um dos parlamentares que tem tratado bastante o tema nesta Casa Legislativa para ver se a bancada governista apóia a proposta. “A bancada governista tem sido firme na cobrança dessa situação, portanto, vamos ver se podemos constituir na ALEAM um instrumento verdadeiro, com autoridade para fiscalização das informações prestadas pela Eletrobrás Amazonas Energia”, disse.
O deputado defende que algumas respostas concretas precisam ser dadas ao povo do Amazonas, inclusive sobre o gás natural. “Diziam que o gás não iria baratear o preço da energia, mas geraria energia limpa e estabilidade no sistema energético. Onde está esse gás que não chegou na ponta?”, questionou.
