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Manaus tem 33,5% das famílias vivendo com cerca de R$ 300 por pessoa, diz IBGE

Manaus tem 33,5% das famílias vivendo com cerca de R$ 300 por pessoa, diz IBGE
Manaus tem 33,5% das famílias vivendo com cerca de R$ 300 por pessoa, diz IBGE

Manaus/AM - Em 33,5% de lares de Manaus as famílias vivem com rendimento per capita do trabalho de até ¼ do salário mínimo, ou seja, R$ 303 por pessoa. O percentual é acima da média nacional de famílias nessa situação, que é de 25,2% e Manaus só está abaixo de sete estados do Nordeste.

Os dados são da oitava edição do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido por pesquisadores da PUC-RS, do Observatório das Metrópoles e da Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL), a partir dos dados da PNAD Contínua trimestral do IBGE.

A pesquisa foi divulgada pelo G1 e mostra a queda da renda média dos mais pobres no 1º trimestre, o que eleva para 25,2% a fatia da população nas regiões metropolitanas do país vivendo em lares cujo rendimento médio per capita é de no máximo 1/4 do salário mínimo.

O estudo estima em mais 80 milhões de brasileiros a população nas 22 principais regiões metropolitanas do país, o que significa aproximadamente 40% da população brasileira.

Com relação às crianças, os números chegam a 1,8 milhões vivendo em situação de vulnerabilidade nas regiões metropolitanas. Essa taxa subiu para 29,2%, voltando a se aproximar do patamar próximo ao registrado no auge da pandemia: 32,2%.

A queda generalizada entre as diversas fontes que compõem a renda do brasileiro na passagem de 2020 para 2021, como a do Auxílio Emergencial, foi apontada no último dia 10, em pesquisa do IBGE, como causa da renda per capita da população mais vulnerável chegar ao menor valor histórico, além de aumentar a proporção de pessoas que vivem sem qualquer tipo de rendimento no país.

O estudo destacou também que a desigualdade de renda nas metrópoles permaneceu no 1º trimestre em patamares considerados alarmantes, pois os 10% mais ricos ganharam, em média, 28,8 vezes mais que os 40% mais pobres.

Ainda que a renda média dos mais ricos tenha recuado com uma taxa ligeiramente maior, a desigualdade medida através do coeficiente de Gini – que varia de 0 até 1, sendo mais alta quanto maior for a desigualdade – recuou para 0,595 no 1º trimestre, conta 0,602 no 4º trimestre, retomando o patamar pré-pandemia.

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