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Manaus está entre as 20 piores cidades em saneamento básico, diz estudo

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Manaus está entre as 20 piores cidades em saneamento básico, diz estudo
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A cidade de Manaus, está entre as 20 piores cidades brasileiras no ranking do saneamento básico, de acordo com a 14ª edição do Ranking do Saneamento com o foco nos 100 maiores municípios brasileiros, elaborado pelo Instituto Trata Brasil.

Mesmo atendendo 97,50% da população de mais de 2,2 milhões de habitantes com água tratada, apenas 21,95 dessa população tem serviço de esgoto, o qual apenas 24,14% é tratado de forma correta em relação à água consumida.

Manaus também é um município com indicador negativo de perdas na distribuição de água, com 65,24%, ficando acima apenas abaixo de Macapá (AP) 74,94% e Porto Velho (RO) 84,01% na região Norte. Nessa região, segundo o estudo, estão 8 das 20 piores cidades brasileiras nesse item.

O relatório faz uma análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano de 2020, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

O ranking do saneamento básico busca mostrar quais são os desafios que país ainda enfrenta para cumprir com os compromissos nacionais e internacionais em água tratada, coleta e tratamento de esgoto.

De acordo com a publicação, há diferenças nos indicadores de acesso: enquanto 99,32% da população das 20 melhores tem acesso às redes de água potável, 82,52% da população dos 20 piores municípios têm o serviço.

A porcentagem da população com rede de coleta de esgoto é ainda mais discrepante: 95,59% da população nos 20 melhores municípios tem os serviços; e somente 31,78% da população nos 20 piores municípios são abastecidos com a coleta do esgoto, como é possível ver no quadro abaixo.

Quanto ao volume de esgoto tratado nos municípios, o indicador de população faz uma análise percentual do volume que é gerado de água consumida no município e o quanto disso foi tratado, uma vez que foi gerado como esgoto.

No Brasil, apenas 50,75% de todo o volume de esgoto gerado é tratado, mas a média dos 100 maiores municípios é de 64,09%.

Oito municípios apresentaram valor máximo (100%) de tratamento de esgoto e outros 18 municípios tem valores superiores a 80%, sendo considerados universalizados de acordo com a legislação no contexto deste ranking.

A 14ª edição do Ranking do Saneamento traz um alerta para os municípios na parte debaixo da tabela que estão se distanciando até mesmo de cidades que ocupam o meio da tabela.

Ao citar o compromisso do país com o Novo Marco Legal do Saneamento (Lei Federal 14.026/2020), para fornecer água para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90%, até 2033, o documento pontua que “a ausência de política pública de saneamento básico em dezenas destes municípios ainda se reflete nos indicadores negativos estudados no relatório”. E finaliza dizendo que mesmo que os dados das concessionárias de saneamento para o SNIS sejam auto declaratórios, a realidade não se distancia do que os números apontam, e o Instituto Trata Brasil, junto à GO Associados, estão cientes de que a situação, em determinados locais, pode ser pior do que se aparenta.

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