Mais de mil idosos participam de palestras e aulas práticas de como evitar arritmias cardíacas e, consequentemente, a morte súbita. Realizada nesta sexta-feira, 11 de novembro, no Parque Municipal do Idoso, no Vieiralves, zona centro-sul, as atividades compõem a programação da campanha ‘Coração na Batida Certa’, realizada em Manaus pela terceira vez com a meta de reduzir os casos de morte súbita, em virtude de arritmias cardíacas.
A campanha faz parte da mobilização nacional, coordenada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, para lembrar o Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, em 12 de novembro. Na região Norte, o único hospital público a participar da mobilização é Hospital Universitário Francisca Mendes, da rede de saúde do Governo do Amazonas.
O aposentado João Adolfo da Silva, 81, mora no município de Maués (a 267 quilômetros de Manaus), que em visita à capital aproveitou o evento para medir a pressão arterial. Com o resultado apontando uma alteração, João foi orientado a reduzir o sal na alimentação e a praticar atividades físicas. “Eu tenho aversão a médico e a hospital, mas dessa vez não pude evitar o encontro”, disse o aposentado, frisando que agora vai cuidar mais da saúde.
A dona de casa Nize Menezes, 61, apesar da diabetes, mostrou exemplo de qualidade de vida. Ela pratica exercícios diários e garante que não come alimentos gordurosos ou rico em açúcar. “Desde que eu comecei a fazer parte do grupo de dança do programa Vida Ativa eu mudei completamente meus hábitos de vida”, relatou.
A mudança de hábitos alimentares e físicos, na opinião do cardiologista e coordenador da campanha, Simão Maduro, é uma das formas de reduzir o números de mortes súbitas decorrentes de arritmias cardíacas.Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada dia há um óbito por morte súbita. “O sedentarismo aliado a má alimentação aumenta significativamente as chances de o indivíduo contrair uma arritmia cardíaca, principalmente na terceira idade”, informou o médico.
Segundo ele, os principais sintomas são cansaço, palpitações ou tonturas, mas o problema pode ser assintomático. "Em qualquer um dos casos, as arritmias podem levar à morte súbita, que está no grupo das doenças cardiovasculares, hoje responsáveis por 60% das mortes no mundo", reiterou o cardiologista.

